sábado, 1 de novembro de 2008

Sobre o "Falar de Nisa" - Nota introdutória

O NOSSO PASSADO NÃO MORREU!
... só morrerá quando todos o esquecermos.
E não parece que seja o que mais queremos: basta ler este jornal e/ou pensar no culto de várias das nossas tradições.
Alguém disse, com muita razão, que nós somos nós e as nossas memórias. Na verdade, no nosso Passado estão os caboucos da nossa vida presente e futura.
Mas o Passado é como um “garramiço”. Quantos ramos e quantas folhas tem, umas e outros reciprocamente entrelaçados e solitários?
As artes, os ofícios, o trabalho da terra, o vestuário, a alimentação, a casa, etc., etc., sem esquecer, como factor maior, a língua em que todos se entendiam e que os congregava como comunidade. Quem conhece o seu Passado conhece-se melhor.
Por mero acaso vieram-me parar às mãos vários textos (talvez dezenas), escritos no falar da nossa Terra mas sem respeito pelas regras ortográficas e procurando aproximar-se da Fonética. No seu conjunto, não são fáceis de decifrar.
Porque considero que essa forma de falar não é de ninguém mas é um bem de todos, dou-os agora a publicação na sua versão primitiva que, vista à luz da ortografia actual, tem o seu quê de complicado. Para comodidade dos leitores, cada texto será acompanhado duma versão em Português Padrão.
Se, nas minhas memórias, recuo várias dezenas de anos, verifico ter sido assim que eu ouvi falar as pessoas mais velhas e não só. Claro que, na comunidade local, alguns tinham atingido outros níveis daquilo a que tem sido costume chamar Cultura. No entanto, conservavam alguns traços daquela outra forma de falar.
Para divulgação entre todos os que são curiosos do Passado da nossa Terra, estes textos irão sendo publicados enquanto houver pessoas interessadas no seu conhecimento e a Redacção deste jornal assim o entender.
José d´Oliveira
Deniz