segunda-feira, 18 de outubro de 2010

INIJOVEM promoveu caminhada Nisa-Fátima


Decorreu entre os dias 2 e 4 de Outubro de 2010, mais uma edição da caminhada Nisa - Fátima. A organização esteve uma vez mais a cargo da INIJOVEM - Associação para Iniciativas para a Juventude de Nisa. Participaram 42 caminheiros que durante 3 dias percorreram os 117 km que ligam Nisa a Fátima. Na 1ª etapa, entre Nisa e Alvega, palmilharam-se 39,9 km, na 2ª etapa, entre Alvega e Vila Nova da Barquinha, a maior das três, percorreram-se 41,6 km. Para além de ter sido a etapa mais longa e mais difícil, foi também aquela em que o mau tempo resolveu fazer das suas, muita chuva e muito vento, principalmente entre Rio de Moinhos e Constância, dificultaram um pouco o ritmo da marcha. Na 3ª e última etapa, entre Vila Nova da Barquinha e o Santuário de Fátima, andaram-se 35,5 km, com destaque para a subida da Serra de Aire e Candeeiros, desde o Pafarrão até ao Centro de Animação Ambiental na localidade do Bairro. A chegada ao Santuário de Fátima ocorreu às 18h10. Organização e caminheiros estão de parabéns, pois foram alcançados os objectivos propostos. Foi também realizado um jantar convívio no dia 9 de Outubro às 21h00, na sede do Sport Nisa e Benfica, servido no restaurante Flor do Alentejo, que serviu de confraternização e de rescaldo. A INIJOVEM gostaria também de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos aqueles que, a título pessoal ou colectivo, apoiaram esta iniciativa, a saber:
Ao Rui Balonas, Bruno Figueiredo, António José Parreira Dinis (enfermeiro), Sérgio Cebola, João Paulo Valente, António Pimpão, Rosalino Castro, José Carlos Monteiro, António Miranda (website Vila de Nisa), Maria da Conceição, Ricardina e aos alunos do Curso Técnico de Termalismo da ETAPRONI: Rute Paixão, Catarina Patrício, Luís Carvalho e Marina Aparício;
Ao Município de Nisa, Mobiladora Nisense, restaurante “Flor do Alentejo” – Nisa, Grupo de Bombos de Nisa, Talho Manso, Farmácia Ferreira Pinto, Farmácia Seabra, Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha, Agrupamento de Escolas D. Miguel de Almeida – Abrantes, Clube Náutico de Abrantes, Centro de Dia da Paróquia de S. Pedro – Alvega, Centro de Animação Ambiental da Serra de Aire e Bombeiros Voluntários de Constância.
E a todos os caminheiros.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

“O casamento em Nisa …um baú cheio de recordações!”

Exposição ( a não perder!) no Museu do Bordado e do Barro
No Museu do Bordado e do Barro - Núcleo Central (edifício da Cadeia Nova) está patente, até 15 de Janeiro, a exposição “ O Casamento em Nisa … Um Baú Cheio de Recordações”.
A exposição tem como tema os casamentos tradicionais em Nisa e pretende abrir o baú das recordações e das memórias que alguns ainda têm sobre a festa do casamento, tal como ela existia há umas décadas atrás .
A exposição integra peças da colecção do Museu e algumas cedidas por particulares, nomeadamente alfaias domésticas e bordados.
São apresentados e ilustrados alguns dos aspectos mais características desta celebração, nomeadamente o cortejo (da casa dos noivos até à igreja e da igreja até ao local do copo de água), o enxoval da noiva e a “casa da festa”, o “quintal da festa” e o “descante”.
Na véspera do dia do casamento, a “casa da festa” era aberta aos convidados que podiam apreciar as mobílias, as loiças, os utensílios domésticos e todo o enxoval dos noivos. Em Nisa, a noiva iniciava desde muito jovem, a elaboração do seu enxoval que era exposto na “casa da festa” onde se destacava o quarto com a chamada “cama grave” que apresentava a parte mais significativa do enxoval com lençóis, almofadas, colchas e cobertores, que exibiam alinhavados, rendas de bilros, bordados e aplicações em feltro. O enxoval, muitas vezes, era vendido, sendo a receita obtida utilizada como contributo para a compra da casa do jovem casal.
No “quintal da festa”, ao longo do dia da boda eram servidos aos convidados o almoço, com sopas de sarapatel e, à tarde, “sopas de afogado” (ensopado de borrego).
Os noivos viam a noite de núpcias interrompida pelo “descante” - uma serenata onde amigos, numa melodia tradicional, entoavam versos que descreviam o historial dos noivos e do namoro e formulava os votos de felicidade. Era reclamada a vinda dos noivos à janela, e que fosse servida alguma bebida.