quarta-feira, 13 de julho de 2016

MONTALVÃO: Festa pelo restauro e recuperação da Igreja da Misericórdia

"Montalvão é uma estrela / No seu cabeço a brilhar / Mirando a Beira e Espanha / Tens formosura sem par."
Montalvão esteve em festa no passado dia 31 de Maio, data escolhida pela Irmandade da Santa Casa da Misericórdia para a celebração das solenidades do dia alusivo à padroeira da instituição, mas também para a inauguração das importantes obras de beneficiação e restauro de que foi alvo a Igreja da Misericórdia. Nesse dia e tal como nos versos da poesia popular, o edifício religioso consagrado ao Espírito Santo foi "uma estrela a brilhar", ressurgindo, pujante, da letargia a que foi, durante anos, forçada a suportar.
Perdem-se nas brumas do tempo as origens de Montalvão. Sabe-se que a povoação é muito antiga e foi sede de concelho até finais do século XIX.
Antiga e remontando ao século XVI é a sua Igreja da Misericórdia, um imóvel religioso de inegável valor e que desde há muito reclamava por obras de requalificação e restauro.
A Mesa Administrativa da Misericórdia liderada por Joaquim Maria Costa meteu ombros e mãos à obra, pediu orçamentos, ouviu pareceres, questionou as soluções técnicas e artísticas para o interior do edifício e decidiu avançar com as obras.
O mestre Joaquim Francisco Lopes Martins, tomou a seu cargo o delicado trabalho de restauração de talhas, capelas, altares e arte sacra.
Foi um trabalho paciente e metódico, permanentemente "fiscalizado" pelo olhar experiente do Provedor da Misericórdia.
"Se temos que fazer o trabalho e suportar o investimento, as obras têm que ficar bem feitas", esta a máxima defendida por Joaquim Maria Costa.
Diga-se, em abono de verdade, que quem assistiu às solenidades do dia, sobre a orientação sacerdotal do padre José da Costa e visitou depois, com um olhar mais atento, a "mudança" operada no interior da Igreja do Espírito Santo, não sentiu defraudadas as expectativas e a curiosidade que levava.
Prova disso, as inúmeras felicitações e votos de parabéns expressos, de forma efusiva e sincera, ao mestre Joaquim Martins, enaltecendo-lhe o trabalho realizado.
in "Jornal de Nisa" - 1ª série - 17/6/2008