sábado, 5 de agosto de 2023

ACTUAL: 20 anos depois dos incêndios de 2003: o que mudou?

 
Passaram duas décadas da grande vaga de incêndios que afetou o território nacional. Como aconteceu, o que mudou e o que se perspetiva para o futuro? Fique a saber mais sobre este assunto, connosco.
Nesta altura do ano (final de julho, início de agosto) evoca-se a memória dos grandes incêndios florestais que afetaram o território de Portugal Continental, em 2003. Há precisamente 20 anos, o país era fustigado por uma vaga de calor sem precedentes, que acabou por ser o fator essencial para a ocorrência de tamanha catástrofe.
No período compreendido entre 27 de julho e 15 de agosto, as múltiplas ocorrências provocaram a evacuação de centenas de pessoas de suas casas, para além de cerca de 85 desalojados, 18 vítimas mortais e mais de 300 mil hectares de floresta ardida.
(...) os incêndios têm representado um perigo cada vez mais real, sendo que a sucessão de eventos não fez com que as nossas autoridades retirassem ilações significativas.
Dos 18 distritos do país, 15 foram afetados por ocorrências no período acima identificado. As regiões do centro e do Sul do país foram as mais afetadas. Os distritos mais afetados foram os de Leiria, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro. No total, foram afetados mais de 420 mil hectares de floresta e mato.

Como mais tarde se veio a verificar, aliado às temperaturas elevadas que se fizeram sentir e à baixa humidade atmosférica e no solo, a maioria dos incêndios foram causados por negligência ou por mão criminosa, tendo a Polícia Judiciária detido mais de 60 presumíveis incendiários.
O incêndio que começou em Nisa, no dia 30 de julho de 2003, foi um dos maiores da vaga de incêndios que varreu o país, tendo a particularidade de se ter alastrado aos concelhos de Gavião, Mação (já no distrito de Santarém), Vila Velha de Rodão e a Proença-a-Nova (já no distrito de Castelo Branco) e de ter queimado uma área superior a 41 mil hectares. Para que se tenha uma noção, é uma área quase igual à do principado de Andorra…
O precedente de 2003 e os anos seguintes
O ano de 2003 continua a figurar nas estatísticas como um dos piores anos de sempre do ponto de vista de área ardida. Só o Pinhal de Leiria, nesse ano, perdeu mais de ¼ da sua área. Curiosamente nos últimos anos, o número de ocorrências diminuiu, mas a média de área ardida mais do que duplicou.

Os últimos 20 anos têm sido tudo menos animadores do ponto de vista dos incêndios florestais e dos seus impactos nas comunidades. Seja por um ato criminoso, por negligência ou por causas naturais (trovoada, por exemplo) os incêndios têm representado um perigo cada vez mais real, sendo que a sucessão de eventos não fez com que as nossas autoridades retirassem ilações significativas. Os anos de 2005, 2013 e principalmente 2017 foram memoráveis, pelas piores razões.
As perspetivas para o futuro podem ser lidas de duas formas bem distintas. Por um lado, sabe-se que o fator “alterações climáticas” pode vir a desempenhar um papel intensificador na questão dos incêndios. Episódios de seca mais prolongados, principalmente no Sul do nosso país podem fragilizar ainda mais certas áreas que já sofrem com a escassez de recursos hídricos.
Por outro lado, há a salientar a capacidade de resposta das autoridades que melhorou substancialmente em relação a 2003 e principalmente a 2017. A distribuição e organização dos meios humanos, terrestres e aéreos sempre foi objeto de discussão, tanto na comunicação como nas esferas políticas.
O nosso país sempre foi visto com uma espécie de amadorismo que se tornava em impotência para responder a situações de maiores dimensões. Atualmente, a estrutura de comando parece ser mais organizada e responde de forma mais eficaz quando solicitada.
O fator humano é igualmente relevante: devemos continuar a sensibilizar para que o risco seja cada vez menor e situações como 2003 não se voltem a repetir no nosso país.
* João Tomás in www.tempo.pt 04/08/2023 

ESTREMOZ: Obra "Clausura" de Pedro Capaez no Museu Berardo

 
A obra "Clausura" de Pedro Calapez da coleção António Cachola vai ser apresentada, dia 5 de agosto, pelas 11:30 horas, no Museu Berardo Estremoz, onde ficará exposta até dia 29 de outubro de 2023.
"Clausura (2021) é um especial dispositivo, uma máquina radical, de visão. A peça é uma estrutura quadrangular de estantaria de armazém comercial sem qualquer vocação esteticizante. Virada para um espaço interior, sustém um conjunto de quatro telas e dois espelhos. Nenhuma das diferentes imagens assim enclausuradas se consegue ver frontalmente, todas resistem ao olhar que lhes deitamos e todas são campos de enorme instabilidade. Essa instabilidade nasce de vários factores: cada um dos quatro pontos de observação (colocados nas quatro arestas da estrutura) nos oferece uma visão diferente do conjunto, mas os espelhos desencontrados que preenchem metade dos dois lados maiores da estrutura acrescentam, com as suas qualidades de reflexão, inúmeras possibilidades àquela variabilidade original."
Pedro Calapez começou a participar em exposições nos anos 70, tendo realizado a sua primeira individual em 1982. O seu trabalho tem sido mostrado em diversas galerias de arte e museus tanto em Portugal como no estrangeiro.
Não perca e visite!

sábado, 16 de julho de 2022

NISA: Ponte da Senhora da Graça - Quem cuida do Património?

 
A ponte romano-medieval da Senhora da Graça necessita urgentemente de limpeza. Limpeza na estrutura da ponte, antes que os arbustos que das concavidades começam a despontar se tornem maiores e façam os mesmos ou semelhantes estragos aos que ali se registaram nos anos 80 e que quase arruinou o monumento.
De limpeza precisa igualmente o caminho municipal que conduz à ponte, escondida por árvores e silvados e que a tornam quase invisível para o visitante. Urge erradicar de vez, os aramados que alguém ali colocou junto ao caminho de acesso à ponte, na margem direita, obstruindo, ilegalmente a passagem a quem queira visitar o imóvel. A Câmara Municipal colocou numa das extremidades vistosa placa com o nome da ponte, mas esqueceu-se de mencionar o tipo de classificação que à mesma foi atribuído. Uma placa identificativa sem esses elementos de pouco ou nada vale, a não ser para reforçar a propriedade camarária. É preciso, no entanto, que à classificação e identificação do património se junte a regular inspecção e limpeza do mesmo. A ponte romano-medieval da Senhora da Graça, uma "jóinha" como lhe chamou João Francisco Lopes, espera que as entidades competentes, neste caso, a Câmara Municipal exerça, de facto, a sua competência e realiza as obras de limpeza e restauro que, de imediato, se impõem, sem o que, dentro de pouco tempo, a bela ponte corra o risco de ser confrontada com o espectro de ruína. O alerta fica registado, esperando não ter de voltar ao assunto.


10º Festival Internacional de Cinema “Periferias” de 12 a 20 de agosto

O Festival Internacional de Cinema Periferias, que se realiza de 12 a 20 de agosto, na zona fronteiriça de Marvão - Valencia de Alcántara, celebra dez anos de existência, e estende a sua presença a novos lugares e novos públicos.
Dez anos de vida constituem um marco significativo no trajeto deste Festival organizado entre Portugal e Espanha que, de ano para ano, vai alargando a sua área de influência e conquistando novos palcos.
De forma a celebrar este marco, foi desenvolvida uma nova imagem, que se apresenta em torno da natureza e da ideia de comunidade.
Numa organização conjunta do Festival e dos respetivos municípios, no mês de julho, estão ainda programadas um conjunto de iniciativas prévias nas localidades de Portalegre, Arronches e Campo Maior que incluem as habituais sessões noturnas de cinema ao ar livre, filmes para os mais pequenos, passeios pedestres e concertos musicais.
Começa assim a caminhada em direção à décima edição de um Festival que vem fazendo um trabalho importante de descentralização cultural, levando cinema independente e de autor a lugares onde não existem salas de cinema, nem qualquer oferta similar nesta área.
O núcleo principal da programação fica guardado para agosto, contemplando um conjunto de propostas que passam de novo pela divulgação do cinema ibérico, com convites abertos a realizadores portugueses e espanhóis, e a promoção de momentos de debate, reflexão e festa.
Programação
Extensão Portalegre (15 e 16 de julho)
Nos dias 15 e 16 de julho, com vista a assinalar o décimo aniversário do Festival, estão previstas duas sessões especiais no Centro de Artes e Espetáculo de Portalegre.
Na primeira noite (15, sexta-feira), é exibida uma seleção de curtas metragens africanas - 'Bab Sebta', de Randa Maroufi (Marrocos), 'El Sghayra', de Amira Khalfallah (Algéria), 'Al-Sit', de Suzannah Marghani (Sudão), 'Zombies', de Baloji (República Democrática do Congo) e 'Machini', de Frank Mukunday (República Democrática do Congo). Após a sessão, e porque de uma celebração se trata, está prevista uma festa com música africana, trazida por Nelson Makossa, um DJ colecionador de vinil, da dupla de irmãos Makossa.
Na segunda noite (16, sábado), tem lugar a projeção do filme "A Metamorfose dos Pássaros", a ultrapremiada obra da realizadora portuguesa Catarina Vasconcelos, uma narrativa poética que ilumina a intimidade de relações familiares e a passagem do tempo.
Programação
Extensão Arronches (20 e 23 de julho)
No que toca às propostas de cinema, os destaques vão, primeiramente, para a apresentação, no dia 20, na pequena localidade de Esperança (Arronches), de 'Dispersos pelo Centro', um documentário com realização de António Aleixo, no qual se dá forma a uma ideia de Tiago Pereira, de "A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria". Tiago Pereira estará presente na ocasião para apresentar o filme e falar da experiência que o tem levado através do país profundo em busca de registos únicos e, nalguns casos, irrepetíveis.
Programação
Extensão Campo Maior (30 de julho)
Já no concelho de Campo Maior, o restaurado castelo de Ouguela, implantado numa elevação sobre a vastidão da planície alentejana, é o palco escolhido para a projeção de 'Os diários de Otsoga', realização conjunta de Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, numa sessão noturna, marcada para 30 de julho. Filmado durante o período de pandemia, o filme simula um confinamento em grupo numa quinta junto ao mar e conta com interpretações de Crista Alfaiate, Carloto Cotta e João Nunes Monteiro.
Programação
Extensão Zarza la Mayor (4 de agosto)
Do lado espanhol, na localidade de Zarza La Mayor será exibido o filme “Alcarràs” de Carla Simón, vencedor do prémio principal do Festival de Cinema de Berlim. O filme “Alcarràs”, da diretora espanhola explora as divisões de uma família de agricultores catalães que enfrenta a expulsão de sua terra.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 
Há mar e mar - Cartoon de Henrique Monteiro in https://henricartoon.blogs.sapo.pt

CASTELO DE VIDE: Gala do Acordeão

 

CAMPO MAIOR: Detido por tráfico de estupefacientes

O Comando Territorial de Portalegre, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Elvas, no dia 8 de julho, deteve um homem de 40 anos por tráfico de estupefacientes, no concelho de Campo Maior.
No decurso de uma investigação por tráfico de estupefacientes, foi dado cumprimento a sete mandados de busca, uma domiciliária, uma em estabelecimento comercial e as restantes em anexos e veículos, onde foi possível apreender o seguinte material:
·         60 doses de haxixe;
·         820 euros;
·         Uma soqueira (arma proibida);
·         Quatro telemóveis;
O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Nisa, no dia 9 de julho, onde lhe foi decretada a medida de coação de apresentações bissemanais no posto policial da área de residência.


OPINIÃO: Uma vitória do centralismo

É um sinal perigoso aquele que nos chega de Bruxelas, relativamente ao orçamento da União Europeia para o período 2028/2032. Sobretudo no ca...