segunda-feira, 7 de agosto de 2023

SAÚDE: 32 na colheita de sangue em Castelo de Vide

 

Com paisagem deslumbrante sobre a serra de São Paulo e a ermida da Penha, aconteceu mais uma colheita da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP –  em articulação com a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSNA. O centro de saúde de Castelo de Vide recebeu, de braços abertos, 32 voluntários para dádiva. Destes, 11 eram mulheres. Dois dos presentes não puderam levar a vontade avante, por razões ditadas pelo pré-controlo a que os presentes são sempre submetidos. Ao todo foram angariadas, na Sintra do Alentejo, três dezenas de valiosas unidades de sangue total.
Dois dos dadores, um de cada sexo, estrearam-se a doar sangue, o que sublinhamos. Relativamente ao Registo Português de Dadores de Medula Óssea contou com duas inscrições o que nos alegra, já que ultimamente tem havido menos interessados.
O sempre esperado almoço convívio contou com o apoio da Câmara Municipal de Castelo de Vide.


Seguem-se Fronteira e Alpalhão
Vamos estar no centro de saúde de Fronteira a 19 de agosto – numa colheita também aberta aos vizinhos de Sousel, bem assim a todos quantos queiram comparecer. Segue-se Alpalhão (Nisa), no centro cultural, a 26 de agosto. Sábados, da parte da manhã, são quando se realizam as brigadas da ADBSP.
Há quanto tempo não dá sangue?https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/
JR


domingo, 6 de agosto de 2023

NATUREZA: Programa de controlo e erradicação de invasoras lenhosas em setembro

 
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) deverá aprovar até ao fim de setembro um programa de controlo e erradicação de espécies exóticas invasoras lenhosas, propondo também medidas de restauro de ecossistemas.
A informação da aprovação do “Programa de Ação Nacional de Combate às Espécies Exóticas Invasoras Lenhosas” surge a propósito do Dia Nacional da Conservação da Natureza, que hoje se assinala.
O Programa, explica o ICNF em comunicado, identifica as espécies e quantifica as áreas onde elas existem no Sistema Nacional de Áreas Classificadas, Perímetros Florestais e Matas Nacionais.
Além do controlo/erradicação, o Programa propõe o apoio a medidas de restauro do ecossistema, “através de diversos tipos de intervenções, contribuindo para a eliminação da capacidade de regeneração das espécies invasoras visadas, através da reposição de características ecológicas locais, anteriores à invasão”.
Trata-se de um primeiro passo para um registo alargado de todas as Espécies Exóticas Invasoras (EEI) nestes espaços, sejam flora ou fauna.
Segundo o ICNF, as EEI representam uma grave ameaça para a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde e meios de subsistência das populações humanas, originando impactos ambientais e económicos negativos.
A propósito do Dia Nacional de Conservação da Natureza, com foco no restauro de ecossistemas e no controlo de espécies exóticas invasoras, o ICNF lembra que já foi aprovado, no dia 14, o “Plano de ação para as vias prioritárias de introdução não intencional de espécies exóticas invasoras em Portugal continental”, cuja falta foi apontada pela Comissão Europeia na apresentação de uma ação contra Portugal, entretanto retirada.
O instituto elaborou planos específicos para EEI, nomeadamente para a Erva-das-Pampas (Cortaderia), a Sanguinária-do-Japão, o Peixe-gato, o Mexilhão-zebra, a Elódea-africana, e a Perca europeia, que se juntam ao Lagostim-vermelho, à Figueira-da-Índia e à Ostra japonesa.
Segundo o mesmo comunicado, as EEI representam uma grave ameaça para a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde e meios de subsistência das populações humanas, originando impactos ambientais e económicos negativos.
Também em comunicado a associação ambientalista Quercus assinala que o Dia Nacional da Conservação da Natureza acontece enquanto o hemisfério norte atinge recordes de temperaturas e se começam a sentir os efeitos das más escolhas em questões ambientais.
Lembrando os avisos da ONU da necessidade de restauração de terra degradada, numa área equivalente ao tamanho da China, e de salvar os oceanos, a Quercus apela a que se comece já esse trabalho e, diz que dá o exemplo avançando com iniciativas de regeneração, e renaturalização um pouco por todo o país.
Outra associação ambientalista, a Zero, diz a propósito da efeméride que a conservação da natureza e da biodiversidade “não parece ser uma matéria prioritária na ação” do Governo, embora tenha condições para cumprir políticas, objetivos e prazos, nacionais e internacionais.
Em comunicado, a Zero refere que Portugal tem três objetivos centrais como transformar pelo menos 30% da superfície terrestre e marinha da Europa em áreas protegidas geridas de forma eficaz, sendo que 10% da área com elevado valor em termos climáticos e de biodiversidade deve ter proteção estrita.
Melhorar o estado de conservação ou a tendência de, pelo menos, 30% das espécies e habitats protegidos da UE que não se encontram atualmente em estado favorável é outro objetivo.
Entre outras medidas a Zero propõe que se inventarie e proponha a classificação de áreas, que se amplie os parques naturais das Serras de Aire e Candeeiros e do Tejo Internacional, e ainda a ampliação da Paisagem Protegida da Serra do Açor, e a criação da Paisagem Protegida da Serra do Mira (Beja/Ferreira do Alentejo) e das Reservas Naturais do Estuário do Mondego (Figueira da Foz) e da Lagoa de Óbidos (Caldas da Rainha e Óbidos).

sábado, 5 de agosto de 2023

SALAVESSA (Nisa): Festas de São Jacinto

 

Arneiro, Duque e Pardo festejam Santa Ana

 

CEDILLO: Fiestas del Emigrante 2023

 

ACTUAL: 20 anos depois dos incêndios de 2003: o que mudou?

 
Passaram duas décadas da grande vaga de incêndios que afetou o território nacional. Como aconteceu, o que mudou e o que se perspetiva para o futuro? Fique a saber mais sobre este assunto, connosco.
Nesta altura do ano (final de julho, início de agosto) evoca-se a memória dos grandes incêndios florestais que afetaram o território de Portugal Continental, em 2003. Há precisamente 20 anos, o país era fustigado por uma vaga de calor sem precedentes, que acabou por ser o fator essencial para a ocorrência de tamanha catástrofe.
No período compreendido entre 27 de julho e 15 de agosto, as múltiplas ocorrências provocaram a evacuação de centenas de pessoas de suas casas, para além de cerca de 85 desalojados, 18 vítimas mortais e mais de 300 mil hectares de floresta ardida.
(...) os incêndios têm representado um perigo cada vez mais real, sendo que a sucessão de eventos não fez com que as nossas autoridades retirassem ilações significativas.
Dos 18 distritos do país, 15 foram afetados por ocorrências no período acima identificado. As regiões do centro e do Sul do país foram as mais afetadas. Os distritos mais afetados foram os de Leiria, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro. No total, foram afetados mais de 420 mil hectares de floresta e mato.

Como mais tarde se veio a verificar, aliado às temperaturas elevadas que se fizeram sentir e à baixa humidade atmosférica e no solo, a maioria dos incêndios foram causados por negligência ou por mão criminosa, tendo a Polícia Judiciária detido mais de 60 presumíveis incendiários.
O incêndio que começou em Nisa, no dia 30 de julho de 2003, foi um dos maiores da vaga de incêndios que varreu o país, tendo a particularidade de se ter alastrado aos concelhos de Gavião, Mação (já no distrito de Santarém), Vila Velha de Rodão e a Proença-a-Nova (já no distrito de Castelo Branco) e de ter queimado uma área superior a 41 mil hectares. Para que se tenha uma noção, é uma área quase igual à do principado de Andorra…
O precedente de 2003 e os anos seguintes
O ano de 2003 continua a figurar nas estatísticas como um dos piores anos de sempre do ponto de vista de área ardida. Só o Pinhal de Leiria, nesse ano, perdeu mais de ¼ da sua área. Curiosamente nos últimos anos, o número de ocorrências diminuiu, mas a média de área ardida mais do que duplicou.

Os últimos 20 anos têm sido tudo menos animadores do ponto de vista dos incêndios florestais e dos seus impactos nas comunidades. Seja por um ato criminoso, por negligência ou por causas naturais (trovoada, por exemplo) os incêndios têm representado um perigo cada vez mais real, sendo que a sucessão de eventos não fez com que as nossas autoridades retirassem ilações significativas. Os anos de 2005, 2013 e principalmente 2017 foram memoráveis, pelas piores razões.
As perspetivas para o futuro podem ser lidas de duas formas bem distintas. Por um lado, sabe-se que o fator “alterações climáticas” pode vir a desempenhar um papel intensificador na questão dos incêndios. Episódios de seca mais prolongados, principalmente no Sul do nosso país podem fragilizar ainda mais certas áreas que já sofrem com a escassez de recursos hídricos.
Por outro lado, há a salientar a capacidade de resposta das autoridades que melhorou substancialmente em relação a 2003 e principalmente a 2017. A distribuição e organização dos meios humanos, terrestres e aéreos sempre foi objeto de discussão, tanto na comunicação como nas esferas políticas.
O nosso país sempre foi visto com uma espécie de amadorismo que se tornava em impotência para responder a situações de maiores dimensões. Atualmente, a estrutura de comando parece ser mais organizada e responde de forma mais eficaz quando solicitada.
O fator humano é igualmente relevante: devemos continuar a sensibilizar para que o risco seja cada vez menor e situações como 2003 não se voltem a repetir no nosso país.
* João Tomás in www.tempo.pt 04/08/2023 

ESTREMOZ: Obra "Clausura" de Pedro Capaez no Museu Berardo

 
A obra "Clausura" de Pedro Calapez da coleção António Cachola vai ser apresentada, dia 5 de agosto, pelas 11:30 horas, no Museu Berardo Estremoz, onde ficará exposta até dia 29 de outubro de 2023.
"Clausura (2021) é um especial dispositivo, uma máquina radical, de visão. A peça é uma estrutura quadrangular de estantaria de armazém comercial sem qualquer vocação esteticizante. Virada para um espaço interior, sustém um conjunto de quatro telas e dois espelhos. Nenhuma das diferentes imagens assim enclausuradas se consegue ver frontalmente, todas resistem ao olhar que lhes deitamos e todas são campos de enorme instabilidade. Essa instabilidade nasce de vários factores: cada um dos quatro pontos de observação (colocados nas quatro arestas da estrutura) nos oferece uma visão diferente do conjunto, mas os espelhos desencontrados que preenchem metade dos dois lados maiores da estrutura acrescentam, com as suas qualidades de reflexão, inúmeras possibilidades àquela variabilidade original."
Pedro Calapez começou a participar em exposições nos anos 70, tendo realizado a sua primeira individual em 1982. O seu trabalho tem sido mostrado em diversas galerias de arte e museus tanto em Portugal como no estrangeiro.
Não perca e visite!

Marcha silenciosa pela Oncologia de PORTALEGRE

É já quinta-feira, 17 de Setembro, que iremos fazer mais um "SILÊNCIO". Pela excelência do serviço de oncologia!   Pela contin...