quarta-feira, 9 de agosto de 2023

GAVIÃO: Recolha de flamingo comum

O Comando Territorial de Portalegre, através do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Nisa, no dia 6 de agosto, recolheu um flamingo comum, Phoenicopterus Roseus, no concelho de Gavião.
Após o alerta de um cidadão, os militares da Guarda recolheram o exemplar da espécie flamingo comum que se encontrava no chão, tendo efetuado o seu transporte para  o Centro de Recuperação de Animais Selvagens (CERAS) em Castelo Branco, para monitorização do seu estado de saúde, recuperação e posterior libertação ao seu habitat natural.
A Guarda Nacional Republicana, através dos seus Postos Territoriais e particularmente através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção dos animais, apelando à denúncia de eventuais situações de maus-tratos ou abandono. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

LIBERDADE - “Não tem competência”: CNE arrasa Câmara de Oeiras devido a remoção de cartaz sobre abusos sexuais na Igreja

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) criticou a Câmara Municipal de Oeiras sobre a remoção do polémico cartaz ‘This is Our Memorial’, que denunciava a existência de “mais de 4800 crianças abusadas pela Igreja Católica em Portugal”, arrasando a decisão de ter retirado o ‘outdoor’, que acabaria recolocado noutro local, após uma onda de protestos.
Em comunicado, a CNE “no âmbito do seu entendimento sobre a liberdade de propaganda e liberdade de expressão”, indica que recebeu várias queixas dobre o episódio e por isso esclarece que a autarquia não tinha competências para declarar o cartaz como “publicidade ilegal”, como fez, e de o remover.
“A atividade de propaganda tem a sua sede no âmbito dos direitos, liberdades e garantias, isto é, num conjunto de normas ‘qualificadas’, suscetíveis de invocação direta pelos interessados e que vinculam todas as entidades públicas e privadas. A atividade de propaganda, com ou sem cariz eleitoral, seja qual for o meio utilizado, é livre e pode ser desenvolvida a todo o tempo, fora ou dentro dos períodos eleitorais, em locais públicos, especialmente os do domínio público do Estado e de outros entes públicos”, começa por explicar a CNE em comunicado.
O organismo aponta que “fora dos períodos eleitorais”, como era o caso, “são aplicadas as normas da Lei n.º 97/88, de 17 de agosto, a qual, regulando simultaneamente o exercício da atividade de propaganda (direito fundamental) e a ocupação do espaço público com publicidade, deve ser criteriosamente interpretada”.
Assim, o CNE indica que “os órgãos autárquicos ou outros não têm competência para regulamentar o exercício da liberdade de propaganda”, pelo que a Câmara de Oeiras não poderia ter retirado o cartaz ou movido o mesmo para outra localização, como acabou por acontecer, com o cartaz colocado junto à rotunda do Mercado de Algés, em zona menos visível do que anteriormente.
A CNE termina apela a que seja consultada em casos semelhantes, e que os serviços divulguem o seu entendimento sobre a liberdade de propaganda, sendo que tal contribui para “o cabal esclarecimento dos cidadãos e dos órgãos e agentes da administração”, mas indica que “fora dos períodos eleitorais, não detém competência para intervir no processo”.Recorde-se que o cartaz faz parte de um conjunto de três que foram erguidos em Lisboa, Loures e Oeiras, durante a Jornada Mundial da juventude (JMJ), e pagos por um grupo de cerca de 300 pessoas que se juntou num ‘crowdfunding’, para “lembrar” e “dar voz” às vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica Portuguesa.
A ideia do movimento “This is our memorial” (“Este é o nosso memorial”) nasceu no Twitter e os promotores fizeram uma recolha de fundos que permitiu a colocação dos cartazes. A iniciativa surgiu nas redes sociais antes da JMJ, que se realizou em locais dos três municípios de 01 a 06 de agosto.
“Luto pela liberdade de expressão das +4.800 vítimas, por um memorial que erguemos para que ninguém se esqueça delas. Não esquecemos”, disse uma das promotoras, Telma Tavares.
A Associação Ateísta Portuguesa considerou que a remoção do cartaz foi um ato de censura e de subserviência do executivo à Igreja Católica, alegando que o problema “nunca foi a estrutura ou a sua legalidade, mas a mensagem contida no cartaz”, o que o município negou.
Perante críticas à sua atuação, a Câmara de Oeiras mostrou-se disponível para recolocar o cartaz: os promotores apresentaram à autarquia um pedido formal, que foi autorizado, e o cartaz acabou por ser recolocado numa estrutura da autarquia perto daquela onde estava inicialmente.
Em novembro de 2021, mais de duas centenas de católicos defenderam que a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) deveria “tomar a iniciativa de organizar uma investigação independente sobre os crimes de abuso sexual na Igreja”.
Poucos dias depois, o pedopsiquiatra Pedro Strecht era nomeado pela CEP como coordenador da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos de Menores na Igreja.
Os testemunhos referem-se a casos ocorridos entre 1950 e 2022, o espaço temporal abrangido pelo trabalho da comissão.
No relatório, a comissão alertou que os dados recolhidos nos arquivos eclesiásticos sobre a incidência dos abusos sexuais “devem ser entendidos como a ‘ponta do iceberg'” deste fenómeno. Na sequência destes resultados, algumas dioceses afastaram cautelarmente sacerdotes do ministério.
* Pedro Zagacho Goncalves - 9 Ago 2023
*Com Lusa

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

SAÚDE: 32 na colheita de sangue em Castelo de Vide

 

Com paisagem deslumbrante sobre a serra de São Paulo e a ermida da Penha, aconteceu mais uma colheita da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP –  em articulação com a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSNA. O centro de saúde de Castelo de Vide recebeu, de braços abertos, 32 voluntários para dádiva. Destes, 11 eram mulheres. Dois dos presentes não puderam levar a vontade avante, por razões ditadas pelo pré-controlo a que os presentes são sempre submetidos. Ao todo foram angariadas, na Sintra do Alentejo, três dezenas de valiosas unidades de sangue total.
Dois dos dadores, um de cada sexo, estrearam-se a doar sangue, o que sublinhamos. Relativamente ao Registo Português de Dadores de Medula Óssea contou com duas inscrições o que nos alegra, já que ultimamente tem havido menos interessados.
O sempre esperado almoço convívio contou com o apoio da Câmara Municipal de Castelo de Vide.


Seguem-se Fronteira e Alpalhão
Vamos estar no centro de saúde de Fronteira a 19 de agosto – numa colheita também aberta aos vizinhos de Sousel, bem assim a todos quantos queiram comparecer. Segue-se Alpalhão (Nisa), no centro cultural, a 26 de agosto. Sábados, da parte da manhã, são quando se realizam as brigadas da ADBSP.
Há quanto tempo não dá sangue?https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/
JR


domingo, 6 de agosto de 2023

NATUREZA: Programa de controlo e erradicação de invasoras lenhosas em setembro

 
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) deverá aprovar até ao fim de setembro um programa de controlo e erradicação de espécies exóticas invasoras lenhosas, propondo também medidas de restauro de ecossistemas.
A informação da aprovação do “Programa de Ação Nacional de Combate às Espécies Exóticas Invasoras Lenhosas” surge a propósito do Dia Nacional da Conservação da Natureza, que hoje se assinala.
O Programa, explica o ICNF em comunicado, identifica as espécies e quantifica as áreas onde elas existem no Sistema Nacional de Áreas Classificadas, Perímetros Florestais e Matas Nacionais.
Além do controlo/erradicação, o Programa propõe o apoio a medidas de restauro do ecossistema, “através de diversos tipos de intervenções, contribuindo para a eliminação da capacidade de regeneração das espécies invasoras visadas, através da reposição de características ecológicas locais, anteriores à invasão”.
Trata-se de um primeiro passo para um registo alargado de todas as Espécies Exóticas Invasoras (EEI) nestes espaços, sejam flora ou fauna.
Segundo o ICNF, as EEI representam uma grave ameaça para a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde e meios de subsistência das populações humanas, originando impactos ambientais e económicos negativos.
A propósito do Dia Nacional de Conservação da Natureza, com foco no restauro de ecossistemas e no controlo de espécies exóticas invasoras, o ICNF lembra que já foi aprovado, no dia 14, o “Plano de ação para as vias prioritárias de introdução não intencional de espécies exóticas invasoras em Portugal continental”, cuja falta foi apontada pela Comissão Europeia na apresentação de uma ação contra Portugal, entretanto retirada.
O instituto elaborou planos específicos para EEI, nomeadamente para a Erva-das-Pampas (Cortaderia), a Sanguinária-do-Japão, o Peixe-gato, o Mexilhão-zebra, a Elódea-africana, e a Perca europeia, que se juntam ao Lagostim-vermelho, à Figueira-da-Índia e à Ostra japonesa.
Segundo o mesmo comunicado, as EEI representam uma grave ameaça para a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde e meios de subsistência das populações humanas, originando impactos ambientais e económicos negativos.
Também em comunicado a associação ambientalista Quercus assinala que o Dia Nacional da Conservação da Natureza acontece enquanto o hemisfério norte atinge recordes de temperaturas e se começam a sentir os efeitos das más escolhas em questões ambientais.
Lembrando os avisos da ONU da necessidade de restauração de terra degradada, numa área equivalente ao tamanho da China, e de salvar os oceanos, a Quercus apela a que se comece já esse trabalho e, diz que dá o exemplo avançando com iniciativas de regeneração, e renaturalização um pouco por todo o país.
Outra associação ambientalista, a Zero, diz a propósito da efeméride que a conservação da natureza e da biodiversidade “não parece ser uma matéria prioritária na ação” do Governo, embora tenha condições para cumprir políticas, objetivos e prazos, nacionais e internacionais.
Em comunicado, a Zero refere que Portugal tem três objetivos centrais como transformar pelo menos 30% da superfície terrestre e marinha da Europa em áreas protegidas geridas de forma eficaz, sendo que 10% da área com elevado valor em termos climáticos e de biodiversidade deve ter proteção estrita.
Melhorar o estado de conservação ou a tendência de, pelo menos, 30% das espécies e habitats protegidos da UE que não se encontram atualmente em estado favorável é outro objetivo.
Entre outras medidas a Zero propõe que se inventarie e proponha a classificação de áreas, que se amplie os parques naturais das Serras de Aire e Candeeiros e do Tejo Internacional, e ainda a ampliação da Paisagem Protegida da Serra do Açor, e a criação da Paisagem Protegida da Serra do Mira (Beja/Ferreira do Alentejo) e das Reservas Naturais do Estuário do Mondego (Figueira da Foz) e da Lagoa de Óbidos (Caldas da Rainha e Óbidos).

OPINIÃO: Uma vitória do centralismo

É um sinal perigoso aquele que nos chega de Bruxelas, relativamente ao orçamento da União Europeia para o período 2028/2032. Sobretudo no ca...