sexta-feira, 16 de maio de 2008

OPINIÃO: O LEITOR DÁ CARTAS

Lisboa, 23 de Maio de 2006
Faz precisamente 2 anos em que o Zé Galucho, como era carinhosamente chamado, fechou os olhos de vez. Nunca me vou esquecer desse dia, um dos piores dias da minha vida.
Conheceu a Maria da Graça, e por ela se apaixonou, desse amor nasceram 2 filhas. O Zé Galucho fechou de vez os olhos tinha 53 anos. Bem… nem tenho palavras para descrever o quanto ele era bom marido, bom pai, bom amigo, bom colega e ele estará para sempre no meu coração. O Zé Galucho, é o meu PAI, e nunca terei palavras suficientes para dizer tudo acerca dele, apenas sei dizer que era uma pessoa excelente, bondosa, e um óptimo pai… terei sempre orgulho no pai que tive, e que terei sempre no meu coração.
Dois anos parece muito – e será muito para os outros –, mas para nós, para a família, parece pouco, muito pouco tempo. Os meses e anos sucedem-se, a dor vai sendo substituída pela memória doce, a amarga saudade vai ficando cada vez mais saudade pura. Resiste-se melhor e vive-se outra vez. A presença dele paira eterna e permanentemente sobre nós.
Nos meus dias, há pequenos gestos, frases, pessoas, ideias, factos, imagens, que me levam até ele, e dele até à vida que então vivia, e daí a uma incontornável pausa nostálgica no tempo. Todos os dias, vivo estes regressos inesperados.
Com prazer e gosto, nuns casos, com tristeza noutros, indefinidamente nalguns. Pode ser o cheiro do seu perfume, um programa de televisão, um maço de «Marlboro», uma paisagem, um objecto pessoal.
Era um homem de palavra e da palavra. Era bom, inteligente, culto e, tal como o seu, de uma firmeza de carácter que foram sempre um exemplo para nós. Acontece-me muitas vezes perguntar-me o que faria ele em determinadas circunstâncias da minha vida, como reagiria, o que diria, etc. E é quase como se o tivesse a dar-me esse conselho, tal é a força da herança que ele deixou.
Nunca lhe disse que tinha orgulho nele, mas ele sabia que eu tinha. Mas ficou por dizer, é um facto. E agora, de lágrimas a escorrer, acima de tudo, onde quer que ele esteja, espero que ele tenha sempre orgulho de mim.
Com isto deixo um pouco da minha pessoa. Serei piegas, saudosa ou egoísta? Piegas sim, pois choro com muita facilidade; saudosa sim, pois sinto falta realmente das pessoas que gosto; egoísta, não, nem um pouco pois senão não poria isto aqui e não partilharia com ninguém. Tive dele várias heranças, o sorriso, a boa disposição, a bondade e venha quem vier isso não me tiram.
Perdi-te Pai, mas vais estar sempre vivo dentro de mim. Aqui dentro, nunca te deixarei morrer. Isso, juro-te! Até sempre.
Cristina Mendes

sábado, 10 de maio de 2008

Portugueses de Joué em Nisa






Uma grandiosa jornada desportiva e de confraternização foi protagonizada no sábado, dia 10, pelas equipas de veteranos do Sport Nisa e Benfica e da Unión Sportive Portugais de Joué les Tours (França) que se deslocaram propositadamente a Portugal para reforçar os laços de amizade e de são convivência desportiva com o clube local.
Num jogo bem disputado e com fases de excelente futebol, o resultado (3-2 a favor da turma nisense) é o que menos interessa, face ao desportivismo e camaradagem que imperou.
Agora, só falta que a projectada viagem a França em retribuição à que os nossos compatriotas fizeram, se concretize, mostrando que o desenvolvimento da Europa passa, também, pelo estreitar de laços entre países e regiões e entre povos e culturas.