terça-feira, 17 de junho de 2008

LOJA NA CASA DAS COLUNAS

Com produtos tradicionais de qualidade
A zona oriental da Praça da República parece querer “ressuscitar” e assumir a importância de outros tempos, no que respeita à actividade comercial.
No texto anterior, demos conta da mudança do Quiosque Plátano para esta zona da vila. Junto ao Quiosque – agora Tabacaria Plátano – surgiu também recentemente e numa dependência da Casa das Colunas, uma loja de comercialização de produtos tradicionais.
Chama-se Casa das Colunas Gormet e é um espaço não muito amplo, mas simpático e agradável para a vista, tanto pela disposição dos produtos, que vão do mel e dos bolinhos da Salavessa (uma delícia!) aos queijos e enchidos, azeites, doces tradicionais, vinhos e azeitonas.
Tudo produtos de qualidade e da região. Não faltam sequer, os bolos fintos, o pão da Salavessa (todos os dias), as cavacas e os rebuçados de ovos.
Rui e Palmira Coutinho, o casal que administra a Casa das Colunas e este novo espaço comercial, mostraram-se satisfeitos com o movimento dos primeiros dias.
“Abrimos há 15 dias, tem havido sempre clientela, temos noção de que não podemos competir com as grandes superfícies, nem é essa a intenção. O que vendemos são produtos tradicionais de qualidade e os preços são preços “gormet”.
Estamos abertos aos fins de semana e desde já convidamos as pessoas a visitarem-nos”.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

CANTINHO DO EMIGRANTE

Janela indiscreta
Da minha janela vejo as pessoas e os carros a passar na rua, vejo as crianças inocentinhas a brincar, vejo os velhinhos caminhando num passo lento, enquanto os mais novos passam a rir, às gargalhadas, com o lindo sorriso das suas namoradas.
Vejo a chuva, vejo o sol, os astros e as estrelas, vejo o meu jardim florido, os pássaros a voar e as paisagens a perderem-se naquele horizonte infinito, e lá longe, muito longe, avisto o mar, como a querer anunciar-me que acaba ali o mundo...
A minha janela mostra-me todas estas coisas lindas, só não mostra o coração das pessoas, para que eu pudesse adivinhar os seus sentimentos.
Actualmente, estamos todos a viver um momento de “mal-estar” na vida. Uns, por motivos financeiros, outros com doenças ou desemprego e outros ainda com falta de amizade ou amor.
Este último não é nada menos doloroso que os outros. Antes pelo contrário, porque uma pessoa que não recebe carinho e afeição é uma pessoa condenada ao sofrimento. Hoje, as pessoas são monótonas e nem sentem amor por ninguém. Vejam o que se passa com a juventude pois nunca se viram tantos divórcios como agora, para não falar dos velhinhos, estes coitados, muitos deles desprezados pelos seus próprios filhos.
Era bom que se pudesse mudar o comportamento destas pessoas, para eu, da minha janela, possa ver toda a gente a sorrir: em paz, saúde e amor e não pensar que se “vêem caras mas não se vêem corações”.
Citações
“Nem toda a gente foi feita para ser feliz” Paul Chantal, 1868 – 1955
“Para se ser feliz é necessário pensar na felicidade dos outros”
Gaston Bachelard, 1884-1962
- António Conixa