sábado, 30 de agosto de 2008

AS CRÓNICAS DO CONICHA (IV)

O que eu vi e ouvi...
Uma vez mais fiquei admirado e surpreendido com a qualidade do cartaz da Nisartes, certame de renome a nível nacional e que atraiu milhares de pessoas de todo o país e da vizinha Espanha.
Por um lado, gostava de referenciar que esta feira é útil e necessária, no que diz respeito à divulgação e desenvolvimento da nossa terra, só é pena estarmos a atravessar uma crise económica mundial, com pouca gente a comprar e a investir.
Por outro lado, o programa musical e cultural com “Marizas e companhia” a ganharem balúrdios, aí é que eu não acho justo, pois o programa poderia ser preenchido com grupos populares mais baratos.
Existiam dois palcos – número 1 e número 2 – agora pergunto eu: porque não colocaram o grupo da nossa terra “Tributo aos UHF” a exibir-se no palco número 1, onde na realidade a sua actuação foi superior ao grupo que lá actuou. Não será isto, uma falta de respeito pelas pessoas que nasceram na “Corte das Areias”?
Agora falando na nossa simbólica empregadora (Câmara), acho que há gente a mais no quadro, porque não se tolera, funcionários e empregados a não respeitarem os horários de trabalho, abandonando os seus postos de trabalho para irem beber a bica ou copos de vinho, sem que os responsáveis ou chefes os possam penalizar. Não será isto um abuso de confiança e que está a prejudicar os munícipes?
Eu acho que não é assim que poderá haver desenvolvimento, se não houver produtividade.
No que diz respeito à nossa gente, toda a gente sabe que somos calorosos e acolhedores, mas há muita gente ingrata que só sabe falar mal. Reparem no que eu ouvi dizer à porta de um café: “só foram para a França os miseráveis!”.
Ora, isto é incorrecto, porque a verdade fala por mim. Nos anos 70 trabalhava em Lisboa e já tinha um salário duplicado em comparação a estes que cá ficaram. Por outro lado, os homens do campo, que partiram como eu, não são miseráveis, mas sim corajosos, que ajudaram estes maldizentes a progredir na vida. Ai! Se não fosse o 25 de Abril e os dinheiros da CEE talvez não falassem assim.
Nesta mesma ocasião, houve uma outra pessoa que me bateu com a mão no peito, dizendo: “se não fosses para França não tinhas camisas “Lacoste”!”
Não será isto, inveja ou ignorância?
Temos de reconhecer que “nem tudo o que luz é ouro”, porque em Nisa, terra que eu conheço como as minhas próprias mãos, só se vê “fogo de vista”, a par de alguns funcionários mais privilegiados, porque actualmente é impossível viver em Portugal com 500 euros, ou acham que eu não estou falando verdade?
E se formos para as zonas metropolitanas de Lisboa e Porto ainda se nota mais a miséria.
É melhor que fale por nós, a nossa vida, do que falar as nossas palavras. Por isso, deixo-vos com uma citação:
“Quando o povo perde a esperança, a sua revolta acaba sempre por se exprimir” - Jacques Chirac – Nasceu em 1932, antigo presidente da República Francesa.
António Mourato

Bodas de Ouro Matrimoniais

Em 9 de Agosto de 1958 casaram na Igreja Matriz em Nisa, António Correia Ribeirinho e Isabel Carita Serralha Temudo.
Fruto do seu casamento nasceram uma filha e um filho, que fizeram crescer a família com 2 netos e uma neta.
A comemoração das Bodas de Ouro matrimoniais decorreu na Igreja do Espírito Santo no passado dia 9, pela 19 horas. Após o acto religioso realizou-se na varanda da residência do filho, um jantar de confraternização com a presença de todos os familiares, servido pelo restaurante “A Colmeia”.
Foi uma noite muito animada e com algumas surpresas. A filha, numa brochura lindamente decorada e sob o título “ E assim começa a história...” escreveu-a em 51 quadras ilustradas com fotografias intercaladas. O filho, através do computado desenvolveu esses 50 anos com a projecção num écran com textos seguidos das respectivas fotos.
Neste agradável e longo serão de Agosto, o bolo das Bodas de Ouro foi partido e repartido com o cantar e alegria de todos onde não podia faltar os “Parabéns a Você”.

sábado, 2 de agosto de 2008

ANTÓNIO JOSÉ PIEDADE

Reconhecido como “olheiro” de mérito do Benfica
António José Semedo da Piedade, 37 anos, técnico de futebol e fundador do Núcleo de Portalegre da Associação de Treinadores acaba de ser distinguido pelo Sport Lisboa e Benfica com a medalha de mérito da prospecção.
A cerimónia decorreu no Centro de Estágios do SLB no Seixal e serviu para distinguir outros “olheiros” a nível do país.
António Piedade, contou-nos que ficou muito satisfeito quando recebeu o convite para se deslocar ao centro de Estágios do Sport Lisboa e Benfica e ainda mais quando lhe comunicaram que tinha sido um dos “prospectores distinguidos pelo clube da águia.
“ Comecei a trabalhar na prospecção para o SLB quase por acaso. Um dia estava num jogo das camadas jovens do Nisa e Benfica, apareceu um senhor esteve a falar comigo e no final lançou-me o desafio: então, não quer ser olheiro do Benfica?
Claro que aceitei e há cinco épocas que faço esse trabalho, por carolice e sem qualquer contrapartida. Ser “olheiro” consiste em detectar possíveis talentos, apreciar as suas qualidades e fazer chegar essas informações, através de relatório, ao Benfica.
As fases seguintes, contacto com os atletas e os pais para uma observação já são com o departamento responsável do clube.”
António José aproveitou a deslocação ao Seixal para visitar e conhecer em pormenor o novel centro de Estágios do Benfica, tendo contactado com algumas glórias do clube, entre as quais Rui Águas e Paco, treinador-adjunto de Quique Flores.