quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

MANUEL ALEGRE E CRUZ MALPIQUE

O exemplo de PRELÚDIO - Gazeta dos Alunos do Liceu Alexandre Herculano (Porto)
Manuel da Cruz Malpique, nasceu em Nisa em 1902 e faleceu no Porto em 1992, com 90 anos.
Enquanto professor teve alunos que se viriam a destacar, a nível nacional e internacional, no campo das artes, das letras e da política, como são os casos de José Augusto Seabra (já falecido), Manuel Alegre e José Pacheco Pereira. Na prosa que segue e recordando o intelectual nisense, damos a conhecer alguns aspectos do seu trabalho no Liceu Alexandre Herculano, no Porto e, talvez, o primeiro poema publicado de Manuel Alegre, dedicado a... Cruz Malpique
.
"Esta publicação do Liceu Alexandre Herculano, feitinha pelos alunos de então, é uma preciosidade. Eu, que sou um jovem, portanto insuspeito, posso bem dizer que antigamente havia coisas que já não há. Era bem diferente o ensino. Claro que houve a democratização e o país melhorou muito no acesso à educação, sem dúvida. Mas lá que agora já não se fazem coisas como o PRELÚDIO, lá isso não. Faltam professores como o Dr. Cruz Malpique, faltam exigência, rigor, seriedade. Será que não podemos ter isto com a democratização? Será que não podemos ter rigor e bons professores? Podia ir mais longe, mas fico-me por aqui. Ah, e convém dizer que não estou a dizer que todas as escolas são assim, claro que há muitas e honrosas excepções -- lá se ia o meu futuro político. Julgo mesmo que foi neste número 1 do PRELÚDIO que o Manuel Alegre terá publicado pela primeira vez, a avaliar pela idade que teria na altura. O seu poema "AS ROSAS DA MOCIDADE" virá já a seguir, e muitos ensinamentos... Até mais.Boa tarde.*AEF
AS ROSAS DA MOCIDADE
(Coronemus nos rosis ante quam marcessant)
Ao Exmo. Sr. Dr. Cruz Malpique
Ó rosas em flor da doce Mocidade,
Hoje vicejais, amanhã murchais!
Ai botões de rosa da santa idade,
Em que se vive ainda ao sabor dos pais!.
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Gozemos,amigos, o feliz instante,
Destas rosas belas, a desabrochar!
Num dia futuro, não muito distante,
Vereis as florzinhas, tristes, a murchar...
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Cantemos, cantemos, ao nosso esplendor!
Em taças de oiro, o furto da vida
Bebamos. A nossa alma pede amor,
Deixemo-la andar amando... perdida...
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Andemos, que ela esvoaça depressa!
Ai rosas bonitas, que breves sois!
Chorarmos agora, ai, livrai-nos dessa,
Ó rosas viçosas que murchais depois!
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Amigos, amigos, segui adeante,
Eu paro, que fico... que fico a chorar!
Gozai, que esta hora passa num instante,
É como uma noite de suave luar!
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Vereis, depois, vir noites, noites infindas,
Que não passam nunca, que aborrecem sempre!
Olhai para estas rápidas e lindas,
Estas são assim, olhai... não duram sempre!
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Ai rosas benditas, breves, talvez...
Ai rosas bonitas, que lindas que sois!
Vós brilhais um dia, mas uma só vez,
Vós brilhais um dia e murchais depois!.
M. Alegre Duarte (5.º ano)
Terá este sido o primeiro poema publicado por Manuel Alegre?*AEF
A produção poética desta fase adolescente ficou reunida num livro, Sensações Românticas, publicado ao 18 anos, que o poeta jamais incluiu na sua obra, e prefaciado pelo seu antigo professor no liceu Alexandre Herculano, do Porto, Cruz Malpique, que nos diz que Manuel Alegre "sendo um rapaz intelectualmente precoce, dotado de fina sensibilidade, que o separava, um tanto, dos seus camaradas nunca foi, porventura, devidamente apreciado pelos seus professores, sobretudo pelos de Letras. Pela minha parte, quero ser mais profeta que os meus colegas: Atrevo-me a supor que o Alegre Duarte virá a ser gente no mundo da poesia e... ilhas adjacentes. Ele que não se incomode com a circunstância de outros dos seus professores não terem feito profecia igual àquela que estou fazendo".
Sabemos que toda a previsão é difícil, mas o certo é que o livrinho rejeitado pelo poeta contém indícios que não fazem de Cruz Malpique um adivinho, principalmente se tivermos em conta algum do jogo metafórico e o ritmo de alguns poetas ou de algumas das estrofes contidas em Sensações Românticas que nos deixa também, ainda que de forma ingénua, uma formulação do terrível oxímoro que percorre a obra de Manuel Alegre – o o de que a [sua] poesia, escrita por "um homem sentado/à mesa da solidão", sendo tudo, é nada.
FICHA TÉCNICA PRELÚDIO
Ano I, Porto, 31 de Janeiro de 1953, N.º 1, Mensal, Preço 1$00
Gazeta dos Alunos do Liceu de Alexandre Herculano (ao abrigo do Art. 445 do Dec. 36.508) CENTRO ESCOLAR N.º 6 -- ALA DO DOURO LITORAL
Prof. Orientador: Dr. Cruz Malpique - Composto e impresso na: Esc. Tip. da Oficina de S. José, telefone 21 866 - Rua Alexandre Herculano, 123 PORTO
Redactores: José Miguel Leal da Silva, Manuel Carvalho e Cunha, Rui Abrunhosa.
In http://jornaldenisa.blogspot.com - 25.9.07

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MENDES DOS REMÉDIOS: NISENSE ILUSTRE

Assinalam-se neste mês (Setembro) duas datas referentes a Joaquim Mendes dos Remédios, um nisense ilustre, que foi Ministro da Instrução Pública e Reitor da Universidade de Coimbra: a 21 de Setembro, 140 anos do seu nascimento; a 30 de Setembro, 75 anos sobre a data do seu falecimento, ocorrido em Montemor-o-Velho. Duas datas que assinalamos para lembrar o professor, o académico, o escritor e o cidadão nisense, homenageado pela Câmara Municipal de Nisa em Abril de 1987 (Feriado Municipal), tendo o seu nome sido atribuído à antiga Rua de Vale d´Ordens. A Escola EB 2,3 +S de Nisa, posteriormente, escolheu-o para seu patrono e eregiu um monumento evocativo, na entrada principal daquele estabelecimento de ensino. Os dados que seguem, foram retirados da Wikipédia.
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Joaquim Mendes dos Remédios (Nisa, 21 de Setembro de 1867; Montemor-o-Velho, 30 de Setembro de 1932) foi um professor universitário, político e escritor português que, entre outras funções, foi reitor da Universidade de Coimbra e Ministro da Instrução Pública.
Joaquim Mendes dos Remédios começou por frequentar o Seminário de Portalegre obtendo depois equiparação ao ensino liceal no Liceu Nacional daquela cidade. Terminados os estudos liceais, a 15 de Outubro de 1888 matriculou-se na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, obtendo ali o grau de bacharel em 1892. Completou a sua formatura a 18 de Junho de 1893, licenciando-se a 15 de Fevereiro do ano imediato.
Tendo-se doutorado a 28 de Abril de 1895, ingressou ao serviço da Faculdade de teologia, como 2.º assistente a 4 de Janeiro do ano seguinte. Após a extinção da Faculdade de Teologia e a sua substituição pela Faculdade de Letras, integrou o seu corpo de catedráticos, especializando-se no estudo da História da Literatura Portuguesa. No âmbito do seu trabalho de investigação histórica, dirigiu desde 1898 a colecção Subsídios para Estudo da Literatura Portuguesa, onde publicou numerosos trabalhos da sua autoria.
Com a implantação da República foi nomeado reitor da Universidade de Coimbra, tendo exercido o cargo interinamente de 1911 a 1913, como primeiro retor eleito daquela instituição, e depois, como reitor nomeado, de 1918 a 1919. Como reitor deu o impulso inicial à criação da Revista da Universidade.
Revelando-se um investigador prolífero, notabilizou-se pela publicação de uma obra variada e pelo exercício de diversos cargos académicos, incluindo o de secretário das bibliotecas da Faculdade de Letras, de 1911 a 1925 e da Universidade de Coimbra, cargo que exerceu de 1900 a 1913. Durante o seu mandato como secretário da Biblioteca da Universidade de Coimbra organizou os gabinetes de cinema, de super-libris e de numismática. Também se lhe deve a fundação do arquivo bibliográfico daquela Universidade. Simultaneamente, foi representante das Faculdades de Letras no Conselho Superior de Instrução Pública.
No período imediato à Revolução de 28 de Maio de 1926 integrou a famosa Tuna de Coimbra, com António de Oliveira Salazar e Manuel Rodrigues Júnior, cabendo-lhe a pasta da Instrução Pública no primeiro Ministério da Ditadura Nacional. Exerceu o cargo de forma efémera, entre 3 de Junho de 1926 a 19 de Junho de 1926. Com a viragem à direita do novo regime, afastou-se da actividade política, voltando às lides académicas. Publicou diversos manuais de Filosofia destinados ao ensino liceal e, entre outras, a obra História dos Judeus em Portugal, que o celebrizou nos meios académicos.
No período de 1925 a 1930 dirigiu a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, criando os cursos de férias, os institutos de culturas estrangeiras, as publicações da Sala Francesa, a revista Biblos e o Boletim do Instituto Alemão.
A principal escola de Nisa adoptou Mendes dos Remédios como seu patrono.
In "Jornal de Nisa" - 24.9.07

MEMÓRIA DO JORNAL DE NISA - Temas e Problemas

OS MITOS E FALÁCIAS DA EXPLORAÇÃO DO URÂNIO EM PORTUGAL
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Título adaptado do artigo "Mitos e Falácias da Energia", de Pedro Martins Barata, à data Presidente da Euronatura - Centro para o Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável.
O Governo anunciou recentemente que irá prosseguir com o projecto de aplicação de fundos comunitários na reabertura da exploração de urânio em Nisa. Fazendo uma breve contextualização, é de realçar que o projecto que é agora apresentado, até provas em contrário (já que ainda não existiu qualquer comunicação oficial acerca da sua natureza) parece ser exactamente o mesmo do que aquele que foi apresentado há 7 anos atrás, e que consistia numa joint-venture entre a portuguesa ENU (Empresa Nacional de Urânio, entretanto extinta) e a Internacional Canadiana "Anaconda Corp." (oriunda de um dos principais países produtores de urânio da actualidade), e que foi posteriormente abandonado, por motivos que não me foram, ainda, possíveis de apurar.
O projecto de reabertura da Mina aparente, de alguma forma, revestir a exploração de urânio com uma aura de "salvação económica" do país, mas a verdade é que isso se traduz numa ideia falaciosa, tendo em conta o peso relativo do lucro que esta mina virá a ter no lucro total da Indústria Extractiva em Portugal.
1 - É verdade que se encontra, em Nisa, o maior filão de urânio existente no país. Falemos em quantidades: de acordo com o Resumo Não Técnico do Estudo de Impacto Ambiental do Empreendimento Mineiro de Nisa, estimam-se que existam entre 4.100 a 6.300 toneladas de material a ser explorado, dos quais 760.000 toneladas de minério e cerca de 650.000 Kg de urânio na forma de óxido de urânio (U3O8). O óxido de urânio (vulgarmente chamado de uranite) trata-se, no fundo, de urânio ainda não enriquecido, e que tem mercado internacional com destino a centrais nucleares - embora possa ser, também, utilizado para a produção de bombas nucleares (sabia que bastam 7 kg deste tipo de urânio para produzir uma bomba nuclear?).
2 - Refira-se, por um lado, que a maioria da área a ser explorada - cuja duração prevista está entre os 6 e os 10 anos, e todos os sinais apontam para uma mina a céu aberto - se situa numa zona de Reserva Ecológica e Agrícola Nacional, embora não se saiba ainda ao certo quantos hectares. Por outro, refira-se ainda que parte do Concelho de Nisa está inserida no Geopark Naturtejo, uma área de paisagem protegida classificada pela Unesco como Património Mundial. Seja como for, e dada a frágil posição da causa ambientalista derivada da acção do Movimento Verde-Eufémia, creio que este argumento - que não deixa, apesar de tudo, de ter um enorme peso - não será, por si só, suficiente para pôr em causa os supostos benefícios económicos de um projecto revestido como algo de "importância vital para o país". Nesse sentido, creio ser relevante falar em números: 3 - De acordo com o relatório apresentado pela empresa UxC (Ux Consulting Company), especializada na análise do mercado internacional de urânio, e do gráfico aqui apresentado, retirado do site dessa mesma empresa, é certo que o preço do urânio, na sua forma U3O8, tem vindo a subir de cotação no mercado internacional de forma regular, tendo atingido um valor máximo de cerca de 135 dólares por "pound" (peso em libras, equivalente a cerca de 454 gramas) em Julho do corrente ano, o valor mais elevado dos últimos 70 anos. Desde o início do ano e até essa data, portanto, em 7 meses, o preço do urânio registou uma subida de cerca de 65 dólares. Contudo, em Agosto, este mesmo valor decaiu em 45 dólares, estabilizando em Setembro nos 90 dólares por libra.
4 - A viabilidade do projecto de exploração de urânio em Nisa depende, em grande parte, da alta generalizada registada na cotação de urânio no mercado internacional, e o principal argumento para a sua prossecução é justamente que esta alta se mantenha. Neste sentido, a redução de 45 dólares (uma redução de cerca de 70% face ao aumento registado nos primeiros sete meses de 2007), poderá significar um sinal de alerta para uma certa instabilidade do mercado, agravada pela concorrência de outros países produtores de urânio, como a Índia, a China, o Canadá e a Austrália, que poderão influenciar o mercado e reduzir ainda mais o preço, ao "injectar" um maior volume de matéria prima destinada trocas comerciais.
5 - Ainda assim, partindo do princípio que o preço continuará estável (e em alta)até 2009, data em que se espera que seja reaberta a Mina em Nisa (e partindo, também, do pressuposto que não haverá derrapagens temporais), fazendo as contas aos 90 dólares por "pound" a que está actualmente a ser vendido o urânio, depreende-se que 1 Kilograma de urânio corresponda, aproximadamente, a 64,88 €. Multiplicando este valor pelas 650 toneladas de U3O8 que serão aproveitadas em Nisa, chegaríamos a um lucro total de cerca de 42 milhões e 172 mil euros, aos quais devem ser descontados o investimento estatal, estimado em 5 milhões de euros (e, uma vez mais, esperando que não haja derrapagens, desta vez financeiras), e a percentagem que irá para a eventual colaboração com uma empresa privada, cujos valores são, à data, impossíveis de saber em concreto. (Fonte: Diário de Notícias)
6 - O argumento do lucro seria, por si só, convincente, excepto quando relativizado: de facto, de acordo com os dados mais recentes disponíveis no site do INE, que datam de 2005, o valor do lucro total da Indústria Extractiva em Portugal corresponde a 1,096 biliões de euros, o que, por sua vez, corresponde a cerca de 1% do Produto Interno Bruto Nacional. Algo que, tendo em conta o peso relativo da exportação de urânio de Nisa no total da indústria extractiva, torna o valor do lucro do maior filão nacional de urânio - os tais 42 milhões e 172 mil euros - numa quantia menos relevante do que aquilo que se pretende anunciar, pelo que dificilmente poderá ter qualquer carácter de salvadora da economia nacional. Não me dei ao trabalho de fazer as contas relativas à percentagem deste valor em relação ao total de lucros da Indústria Extractiva, mas tendo em conta a quantidade de zeros à esquerda que podemos esperar, também não creio que tenha muita relevância.
7 - Conclusão: tendo em conta o que foi referido nos pontos anteriores, pode depreender-se que esta aposta do Governo na (re) exploração de urânio, para além de arriscada, não justifica - economicamente falando - o gravoso impacto ambiental e as consequências a longo prazo numa zona com um património natural ímpar em todo o país. Como em muitas outras coisas do executivo socialista, e, concretamente, de Sócrates, a campanha que se espera feita em torno da exploração de urânio não passa, no fundo, de uma jogada política e eleitoralista, já a pensar nas próximas legislativas, e sem benefícios reais de grande monta para o país.
Nota: nesta análise, não se considerou o investimento feito pela autarquia de Nisa ao longo dos últimos mandatos no ecoturismo, nem tão pouco o investimento de 9 milhões de euros na construção de um sofisticado complexo termal que pretende ser uma referência Ibérica, e que, por si só, cria mais postos de trabalho do que aqueles que seriam gerados, eventualmente, pela mina - numa relação de 80 postos para 51, no caso da mina, dos quais não se sabe ainda quantos serão não qualificados, ou seja, disponíveis para a população local. Nem se considerou, também, os riscos para a saúde pública derivados dos níveis de radioactividade deste minério, cujo verdadeiro impacto ainda está por apurar.
Adenda #1: De ontem para hoje, o preço do urânio por "pound" desceu de 90 dólares para 85 dólares, o que comprova a relativa instabilidade deste mercado. Fonte: http://www.uxc.com/.
Adenda #2: De acordo com o Diário de Notícias, já se conhecem as empresas interessadas na exploração da Mina de Nisa. Tratam-se da Iberian Resources, empresa sediada na Austrália (maior produtor mundial de Urânio), do Grupo Espanhol Rio Narcea e ainda de duas outras empresas estrangeiras, ainda sem sede em Portugal, cujo nome e origem ainda não foi possível apurar.
* Artigo retirado de Puro Arábica in http://cafepuroarabica.blogspot.com/
23.9.07

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A CÂMARA (IN)DISCRETA (I)

REUNIÃO ORDINÁRIA - Acta nº 3 de 2006 - 1 de Fevereiro
INTERVENÇÃO DOS ELEITOS
Seguidamente, os Eleitos a seguir indicados, intervieram para apresentar os assuntos a que também se faz referência:
- Vereador Mário Condessa (PSD)
1- Disse que gostava de saber o que se passou, relativamente ao facto de ter visto funcionários municipais a trabalhar nas instalações da Firma “Corrente & Corrente”, na ZAE de Nisa.
As Respostas
Vereador João da Costa (CDU): "Sobre os trabalhos nas instalações da “Corrente & Corrente”, explicou que, durante muitos anos, os autocarros da Câmara e por falta de instalações adequadas, ficavam na via pública ou nas garagens das Juntas de Freguesia, sendo que o gerente daquela firma disponibilizou aquelas instalações, para o efeito, informando que foi por isto que se procedeu a algumas mudanças e as obras que se fizeram foram em termos de contrapartida, mas somente em mão-de-obra, pois os materiais foram da responsabilidade do Sr. Corrente".
Presidente da Câmara (CDU): Sobre o que se passou com a mudança de instalações para o espaço da Firma “Corrente & Corrente”, na ZAE de Nisa, disse que não passou disto mesmo, embora não concordasse com ela e daí o regresso ao estado inicial, esclarecendo que os trabalhos ali levados a cabo (em mão-de-obra), foram uma compensação pela disponibilização, por parte daquela Firma, de energia eléctrica gasta na tenda montada aquando da realização da Feira de Artesanato do ano passado".
Afinal, em que ficamos?

sábado, 17 de janeiro de 2009

NISA: Econtro-Debate sobre o Urânio

Contexto Internacional da Exploração de Urânio - Apresentação dos casos da Namíbia e do Brasil"
Norbert Suchanek - Jornalista / Márcia Gomes - Socióloga
Dia 22 de Janeiro, às 21.00 horas no Auditório da Biblioteca Municipal de Nisa
Organização: MUNN (Movimento Urânio em Nisa Não); QUERCUS (Núcleo de Portalegre); AZU (Associação das Zonas Uraníferas); ADN (Associação Desenvolvimento de Nisa); NISACOM (Associação Comercial de Nisa) e TERRA (Associação de Desenvolvimento Rural de Nisa.
Mais informação em: http://movimento-uranio-nao.blogspot.com

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Património(s) do concelho de Nisa

A Capela de Santo António - Nisa
"Dista 1.500 metros da vila. A capela, que é do século XV, teve vários acrescentamentos e modificações e tem a forma de cruz, com galilé, para a qual se entra por três degraus. Um grande arco ogival de blocos de granito talhado assenta sobre empostas quadradas com molduras. Os arcos dos lados são achatados. A porta de entrada é do século XVII, também de granito com frontão interrompido assente sobre largas empostas e estas em pilastras chanfradas. O arco do cruzeiro é todo pintado, conservando ainda alguma pintura da época da sua execução, ou seja do século XVII. A capela-mor tem o tecto em abóboda com nervuras assentes em quatro mísulas, estando esculpida no bocete principal a Cruz de Malta. Todo o tecto é pintado no mesmo estilo do século XVII. Púlpito simples à esquerda. De fronte da porta principal ergue-se um cruzeiro constituído por uma coluna de oito faces assente sobre pedestal de dois degraus e com capitel enfeixado. A cruz é simples, em toros".
* Keil, Luís - Inventário Artístico do Distrito de Portalegre -

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

MEMÓRIA DO JORNAL (III) - O Leitor dá Cartas -22/8/07

O trânsito em Nisa
Começo por agradecer ao Jornal de Nisa – a nossa voz – a disponibilidade para transcrever aqueles que são o meu pensar e sentir sobre o grande problema que foi o trânsito na nossa terra.
Acabo por estender o meu agradecimento aos iluminados que face à difusão/distribuição a esmo de placas de trânsito por becos, entradas e saídas de ruas, conseguiram acabaram com os congestionamentos do mesmo trânsito a que nos habituámos.
Mas como e sempre, a medalha tem o seu reverso e este, na circunstância, por falta de senso, levanta problemas de toda a ordem, não à “comissão ad-hoc”, mas sim aos munícipes (todos) e muito mais aos residentes e trabalhadores das zonas afectadas.
Teria sido bom que se tivesse posto à discussão pública o problema, e/ou chamassem pessoas naturais de Nisa, que noutras praças muito mais difíceis que a nossa, já foram interventores em processos destas natureza. Mas tal não aconteceu, e aqui estamos nós agora confrontados com problemas que não existiam, mas que já são uma realidade, fruto de não sei quantas “cabeças” que da coisa parece pouco ou nada perceberem.
Estou convicto que aquelas outras pessoas que acima refiro, certamente teriam feito uma intervenção discreta, com custos muito reduzidos, limitando-se a dar ordem nesta ou naquela ruela que, pela sua dimensão/largura, importava ordenar.
Concluo dizendo que mais uma vez, a vontade de “alguns...poucos”, e sem formação para tal, se vem sobrepor ao colectivo, fazendo sofrer tudo e todos para chegar a destinos que, anteriormente e sempre, foram fáceis. Refiro ainda que não será de menosprezar o tempo e dinheiro que alguns terão de dispensar para chegar às suas casas e locais de trabalho, porque situação diária.
Tenho porém a esperança de que um dia chegarão ao poder pessoas com os olhos abertos e as mentes livres para aceitar sugestões de quem vê de modo diferente, e com muita e maior lucidez.
* Manuel Filipe