quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

NISA: Governo espanhol vai construir ponte entre Cedillo e Montalvão

O Governo espanhol vai construir uma ponte que ligará a povoação de Cedillo (Cáceres) à aldeia portuguesa de Montalvão, no concelho de Nisa (Portalegre), revelou hoje presidente da Junta de Freguesia de Montalvão, António Belo.
Em declarações à agência Lusa, o autarca adiantou que este investimento “vai ser iniciado dentro de um ano, ronda os 3,5 milhões de euros e constitui para a população de Montalvão uma grande notícia”.
Para António Belo esta ponte sobre o rio Tejo “vai trazer algum desenvolvimento” à aldeia que “deseja há muitos anos” uma ponte que faça a ligação entre os dois países.
O presidente da Junta de Freguesia de Montalvão explicou que o anúncio desta obra foi feito recentemente pelo presidente da Diputación de Cáceres, Juan Andrés Tovar.
Este investimento está inserido no programa Tejo Internacional, vai ser financiado por fundos europeus relacionados com os programas de cooperação fronteiriça (75 por cento), sendo o restante capital suportado pela Junta da Extremadura Espanhola e pelo organismo provincial de Cáceres.
“O investimento é todo dos espanhóis, nós aqui em Montalvão só temos que construir um acesso da aldeia à ponte”, sublinhou.
Esta obra, uma “velha” aspiração das populações de ambos os lados da fronteira, vai permitir que os habitantes se desloquem com mais facilidade num troço de apenas 15 quilómetros, contra os cerca de 150 quilómetros que são obrigados a fazer actualmente.
Há vários anos, a ligação entre os dois povos, faz-se apenas aos fins-de-semana pela ponte da barragem de Cedillo, nem sempre possível de transitar, uma vez que a empresa Iberdrola explora o aproveitamento hidroeléctrico e por vezes fecha aquele espaço para efectuar vários trabalhos.
De acordo com o presidente da Junta de Freguesia de Montalvão, as autoridades espanholas equacionam ainda a possibilidade de construir uma outra ponte, no sentido de unir aquela região de Espanha ao concelho de Vila Velha de Ródão (Castelo Branco).
“Se esse investimento surgir vai ser também bom para Montalvão. Nós estamos aqui num “beco sem saída” e esta ponte vai melhorar os acessos e dar “mais movimento” à localidade.
Diário Digital Castelo Branco/Lusa

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

SAÚDE: Dia Mundial de Luta contra a SIDA

Data comemorativa marcada pelo optimismo
A SIDA matou no ano passado cerca de dois milhões de pessoas em todo o mundo, mas 2010 traz um certo optimismo com a redução de novas infecções, os novos tratamentos contra a doença e os meios adicionais para prevenir a transmissão.
No Dia Mundial de Luta contra a SIDA, que será comemorado nesta quarta-feira, os especialistas e as associações recordam que, desde o início da epidemia, cerca de 30 milhões de pessoas morreram por causa desta doença. No entanto, as novas transmissões reduziram 19% desde 1999, alcançando a cifra de 2,6 milhões em 2009, segundo a ONUSIDA.
Além disso, o acesso aos tratamentos tem aumentado: mais de 5,2 milhões de pessoas tiveram acesso a anti-retrovirais nos países em desenvolvimento, quando em 2004 não chegavam aos 700.000 beneficiários.
No entanto, o director executivo da ONUSIDA, Michel Sidibé, recordou que 10 milhões de pessoas continuam à espera de um tratamento e os avanços obtidos até agora são muito frágeis devido à situação financeira mundial.
Actualmente existe uma série de ferramentas para a prevenção e redução de riscos: o preservativo, tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, conhecimento do estatuto serológico graças à detecção, à circuncisão masculina, programas de troca de seringas e meios terapêuticos de substituição da heroína para os toxicodependentes.
Mas na falta de uma vacina, investigadores tentam acrescentar novos métodos a este arsenal. Um dos métodos mais promissores é a utilização dos anti-retrovirais em pessoas não infectadas. Também está a ser feita uma investigação em torno de um gel microbicida que cria uma "esperança para toda uma geração de mulheres", segundo Sidibé.
Publicado em Julho do ano passado, o estudo realizado pelo centro Caprisa em mulheres sul-africanas demonstrou que um gel vaginal microbicida à base de Tenofovir (um antirretroviral) reduz em 39% o índice de infecção sexual.
Recentemente, um estudo clínico publicado no New England Journal of Medicine demonstrou que uma dose quotidiana de uma combinação de anti-retrovirais, tomados por via oral, reduz em 44% o risco de infecção pelo vírus responsável pela SIDA (VIH) nos homossexuais.
Investigadores franceses e canadianos também falam num tratamento 'a la carte', ou seja, administrável, quando a pessoa (homossexual masculino) for manter uma actividade sexual.
Além das experiências com animais, outros dados médicos apoiam esta estratégia: desde 1994 já foram utilizados com êxito os anti-retrovirais para reduzir o risco de transmissão do vírus da mulher grávida para o seu filho e nos casos de exposição acidental ao vírus (por exemplo, usando uma agulha contaminada).
Os tratamentos (triterapêuticos) que reduziram muito a mortalidade nas pessoas infectadas pelo VIH também reduzem as quantidades de vírus no sangue e no esperma, o que contribui para limitar o seu contágio.
Por fim, outra boa notícia é que uma pesquisa do Instituto de Métrica e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington revela que as nações ricas quadruplicaram o financiamento de programas de saúde nos países pobres entre 1990 e 2010, fundamentalmente graças à maior consciencialização da necessidade de lutar contra o VIH/SIDA.
A SIDA, que matou 25 milhões de pessoas desde o surgimento da doença em 1981, é um dos motivos do aumento do financiamento dos países ricos para os programas globais de saúde, afirmou à AFP Chris Murray, principal autor do relatório.
in Saúde.Sapo.pt