sexta-feira, 29 de julho de 2016

ARNEIRO (Nisa): Debate sobre "O Tejo: Potencialidades e Aproveitamento"

A Direcção da Organização Regional de Portalegre do PCP promove amanhã, sábado, dia 30, no salão da Junta de Freguesia de Santana em Arneiro, uma sessão e debate sobre "O Tejo: Potencialidades e Aproveitamento". A sessão conta com a participação de João Ramos, deputado na A.R., Vladimiro Vale membro da Comissão Política do Comité Central do PCP e de vários eleitos locais.
A sessão é aberta a todas as pessoas interessadas.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Pintores nisenses no XXXVI Salão Internacional de Pintura Naif

Três artistas nisenses participam com os seus trabalhos no XXXVI Salão Internacional de Pintura Naif que decorre de 30 de Julho a 13 de Setembro na Galeria de Arte do Casino Estoril.
Este é o mais importante evento de divulgação da Arte Naif realizado em Portugal e no qual, desde há muito, se mostram as principais obras do conhecido pintor nisense Augusto Pinheiro, já falecido, artista que viria, muito justamente a ser distinguido pelo seu trabalho e obra pictórica.
Esta edição do Salão Internacional de Pintura Naif regista ainda a participação de outros dois pintores nisenses, como é o caso de António Charrinho e Dulce Ventura.

domingo, 24 de julho de 2016

O Bordado de Castelo Branco "mostra-se" em Montalvão

A Associação Vamos à Vila (Montalvão) promove no próximo dia 30 de Julho (sábado) uma iniciativa cultural digna do maior registo.Retribuindo a visita e exposição de Artes Tradicionais de Montalvão que estiveram expostos na Casa do Arco do Bispo na cidade albicastrense, cabe agora a vez de uma representação da capital da Beira Baixa se deslocar a Montalvão.
Assim, no dia 30 de Julho e a partir das 18 horas, na antiga Escola Primária, estarão patentes ao público Bordados e Colchas de Castelo Branco, com uma Bordadeira a trabalhar ao Vivo.
A ocasião será aproveitada para a realização de uma Conferência pela professora Deolinda Barata versando, justamente, as Artes Tradicionais de Castelo Branco e, particularmente, os Bordados e as Colchas.
A iniciativa culmina com um Concerto pelo Orfeão de Castelo Branco, dirigido pelo Maestro Rui Barata, pelas 20,30h, na Igreja Matriz de Montalvão.

Música e Artesanato animam programa de Nisa em Festa


segunda-feira, 18 de julho de 2016

SANTANA: Evocação do Rodrigão

Herói santanense nas Invasões Francesas
Rodrigão, um pastor do Arneiro, é o santanense mais ilustre de que há registo, ao qual, até hoje, não foi feita a merecida homenagem.
Motta e Moura em 1885, no livro Memória Histórica da Notável Vila de Niza, descreve a forma como Rodrigão (assim chamado devido à sua gigantesca estatura) em 1752 contribuiu decisivamente para derrotar as tropas espanholas, que depois de tomarem Almeida e outras praças da Beira dirigiam-se ao Alentejo e acamparam no Açafal dado que o Tejo ia “grosso” devido às chuvas, e as barcas tinham sido retiradas.
Rodrigão tomou a iniciativa e foi a Nisa falar com o brigadeiro Bourgoine que comandava o exército aliado, composto por 2000 soldados portugueses mal armados e indisciplinados, 11 companhias de granadeiros com duas peças de campanha e dois obuses e 400 soldados ingleses; na noite seguinte ele esperou a cavalaria do coronel Lee nos Montes de Baixo, tendo depois organizado a travessia do Tejo no cachão da “Foz de Botes” e guiado as tropas até ao acampamento inimigo.
A pequena força de cavalaria, fez a travessia e o caminho noite dentro, em silêncio, e surpreendeu os espanhóis a dormir, tendo feito grande mortandade “…e fugiram, deixando-nos a bagagem e despojos, não voltaram mais; e a corte de Madrid tratou logo da paz, que em breve se concluiu.”
A homenagem a este ilustre filho da terra, continua por fazer, a ser ignorado, e o seu feito caiu no esquecimento. Os detentores do poder, podem, mas não querem, fazendo jus ao ditado popular que “santos da casa não fazem milagres”.

Joaquim Marques in “O Montesinho” - Notícia de 11/11/2009

NISA: Leilão de Borrachos na Sociedade Columbófila Nisense


sábado, 16 de julho de 2016

SANTANA: Arneiro festejou o Carnaval




 Em tempo de folia, a aldeia de Arneiro também brincou ao Carnaval e assinalou alegremente esta quadra.
Os idosos e funcionários do Centro Social de Santana saíram à rua, numa manifestação de divertimento e de descontracção, a lembrar que a vida não é só feita de tristezas e amarguras.
Recordaram outros tempos, o da sua mocidade, quando brincar ao Carnaval era quase uma “obrigação” e os risos, os bailes, as “enfarinhadelas” faziam parte do ritual carnavalesco.
Notícia de 25/2/2009

Esgotos de Tolosa lançados no Sor sem tratamento

Os esgotos de Tolosa estão a ser lançados, sem qualquer tratamento na Ribeira do Sor. Esta parece ter sido a solução encontrada pela entidade que faz a gestão da ETAR para dar resposta à incapacidade técnica desta estrutura e sossegar as vozes de protesto dos moradores que se viram confrontados, com o mau cheiro, permanente, intenso e nauseabundo. O crime de lesa ambiente e o atentado à saúde pública, esse, está ali, há mais de seis anos, bem à vista de todos.
Inaugurada em Junho de 2003, com a presença do então secretário de Estado do Ambiente, José Eduardo Martins, a ETAR de Tolosa mal chegou a funcionar, desmentindo, na prática, um dos propósitos invocados no acto inaugural: a erradicação um dos maiores problemas com que A Câmara de Nisa se debatia.
A moderna infra-estrutura que o membro do Governo veio inaugurar, há mais de seis anos, não constituiu, afinal, uma “solução imaginativa”, como pretendia, para resolver a questão antiga da inoperacionalidade da primeira ETAR, pois desde o reinício da entrada em funcionamento desta nova unidade de tratamento de águas residuais, foram detectados diversos problemas técnicos, alguns deles situados a montantes e relacionados com a própria tipologia da ETAR, a sua localização e a natureza dos esgotos que deveria tratar.
As obras de requalificação e ampliação custaram, na altura, 185 mil contos e consistiram no aumento da capacidade de tratamento, na implantação de um sistema de gradagem e remoção de óleos e gorduras, na instalação de um novo equipamento electromecânico e a reabilitação de todo o espaço e edifícios existentes.
Esta profunda remodelação, concluída no primeiro semestre de 2003, visava acabar não só com a inoperacionalidade da ETAR e os riscos para a saúde pública que lhe estavam associados, como também dotar as infra-estruturas com capacidade de remoção dos resíduos, adequando o seu funcionamento ao cumprimento da legislação portuguesa e das directivas comunitárias, em matéria de tratamento de detritos, defesa e protecção do meio ambiente.
Nesse sentido foram construídas uma bacia de retenção para caudais em tempo pluvioso, uma lagoa anaeróbia, com um sistema de lamas activada, e duas lagoas de maturação, compreendendo o tratamento de lamas, a digestão e a desidratação das lamas em excesso.
Todas estas estruturas vieram a mostrar-se ineficazes e, devido à falta de um planeamento eficiente e a um estudo exaustivo da malha urbana de Tolosa e do impacto da componente
Industrial dos lacticínios, vieram a tornar-se, nestes seis anos, quase obsoletas e sem préstimo algum.
Os problemas de ordem ambiental, em vez de serem resolvidos com a remodelação da ETAR, pelo contrário, agravaram-se com a paragem forçada da estação de tratamento de esgotos. As lagoas estão secas, vazias, mostrando a inutilidade da sua construção.
O despejo dos esgotos, modernamente designados por águas residuais, sem tratamento, é uma constante desde há seis anos, correndo a céu aberto para o Ribeira do Sor, um dos que “alimenta” a Barragem de Montargil.
É uma acção lesiva e um atentado à saúde e ao ambiente, que põe a nu a ineficácia das entidades que deveriam, em primeiro lugar, garantir a salubridade pública e impedir a poluição e contaminação dos terrenos e linhas de água.
A Câmara de Nisa e a empresa Águas do Norte Alentejano, a quem foi cometida a responsabilidade da gestão da água e do tratamento de esgotos, tiveram tempo suficiente para resolver a situação.
Mas tal não aconteceu. O ribeiro da Carrilha, no qual são despejados os esgotos que passam, sem tratamento pela ETAR, é uma imensa cloaca, em toda a sua extensão até à Ribeira do Sor onde desagua.
O leito da ribeira transformou-se numa pasta cinzenta e esbranquiçada, gordurosa, nojenta, que exala um cheiro pestilento, insuportável.
A situação da ETAR de Tolosa é insustentável e deve ser resolvida com urgência. O atentado ambiental e de lesa saúde pública que representa não pode manter-se, por mais seis anos.
As entidades públicas como a Direcção Regional do Ambiente, as autarquias (Câmara de Nisa e Junta de Tolosa), o Governo Civil e a empresa Águas do Norte Alentejano não podem por mais tempo alhear-se deste problema e fingir que nada sabem.
A reformulação do projecto e a aplicação de novas soluções técnicas prometidas há seis anos, perante a evidência do mau funcionamento da ETAR, não pode manter-se indefinidamente.
Diariamente, a cada segundo e minuto que passa, a Ribeira do Sôr continua a ser o vazadouro incontrolável de toda a espécie de excrementos e resíduos líquidos.
Urge erradicar de vez esta situação.
Mário Mendes in "O Distrito de Portalegre" - 26/11/09

TOLOSA: Tornado provoca avultados prejuízos

Cerca de 300 azinheiras centenárias foram arrancadas pela força do vento, segunda-feira à tarde, em duas herdades nas zonas de Nisa e Crato, no Alentejo, disse hoje à agência Lusa o proprietário das explorações.
"Foi tudo muito de repente. O barulho do vento parecia helicópteros a passar", relatou hoje António Luz, ao descrever o rasto de destruição.
O vento forte provocou ainda o desmoronamento de um casão agrícola, destelhou dois anexos e destruiu cercas nas herdades da Granja e Azinhal, na freguesia de Tolosa, concelho de Nisa e que se estendem pelo do Crato.
A força do vento, segundo o mesmo agricultor, projectou as chapas do telhado do casão "a mais de um quilómetro de distância".
"Nunca tinha visto nada assim", assegurou António Luz, que se encontrava no local, segunda-feira à tarde.
O proprietário indicou que o vento soprou forte entre as 14,30 e as 15,00 horas, mas "com maior intensidade durante um minuto".
"Foi tudo muito de repente. Só tive tempo de me abrigar num outro casão do monte", recordou o agricultor, que viu, além das azinheiras centenárias, serem arrancados alguns carvalhos.

Mário Mendes in "O Distrito de Portalegre" - Fevereiro 2010

TOLOSA: No rasto da memória (1965)

As águas de Tolosa
É um regalo na vida,
Ao pé da água morar.
Quem tem sede vai beber,
Quem tem calma vai nadar.

Mas é desgosto na vila
Um depósito para enganar,
Não dar água p´ra beber
Nem tão pouco p´ra gastar.

E de Tolosa a boa gente
Diz co´uma profunda mágoa!!!
- O depósito é imponente!!!
- É pena não nos dar água!

E a de Gáfete ao passar
Diz escarninha, desdenhosa:
- O depósito é p´ra enfeitar?
Mesmo coisas à Tolosa!!!

- Gastaram um dinheirão,
Sem lhe tirar benefício!
- P´ra que o fizeram então?
Fazê-lo foi desperdício?

- Não foi - diz uma mulher
Que a água há-de vir no dia
De uma santinha qualquer,
Se não for, de Santa Maria.
In "Notícias da Minha Terra" - 15/1/1965

Livro de Ana Leitão “faz luz” sobre a história de Arez

 “Arez, da Idade Média à Idade Moderna”, livro de Ana Santos Leitão, editado pela Colibri, foi apresentado em sessão pública no passado sábado no auditório da Biblioteca Municipal de Nisa, perante numerosa assistência.
A apresentação da autora e do livro, foi feita pelo Prof. Doutor Hermenegildo Fernandes, que referiu tratar-se de um estudo feito para uma tese de mestrado e tendo como base a ligação afectiva da autora ao território.
Ana Leitão agradeceu a presença do público e a colaboração de todas as pessoas, instituições e entidades que tornaram possível a edição do livro, constituindo a mesma um “parto” difícil, uma vez que o estudo desde há muito estava concluído.
Como o título indica, o livro de Ana Santos Leitão percorre a história de Arez, baseada em diversas fontes documentais, desde a Idade Média à Idade Moderna, focando a organização do território, o povoamento e a implantação do núcleo urbano, as relações de vizinhança, a economia e a sociedade.
O estudo permite comprovar que Arez foi Comenda da Ordem de Cristo e desde sempre associada à fundação pelos Templários, contrariamente à descrição heráldica que era feita no seu brasão e no qual constava a cruz da Ordem Militar de Avis.
Este estudo permitiu “fazer luz” sobre esta e outras questões, rectificando um erro e omissão que poderiam tornar-se “históricas”, levando, por isso, à alteração da simbologia heráldica do brasão de Arez.

A autora de “Arez, da Idade Média à Idade Moderna” pretende, agora, alargar o espaço da sua investigação, tendo em vista a preparação do seu doutoramento. Em perspectiva está o estudo do povoamento da região de S. Mamede, tendo como ponto de partida a cidade romana de Ammaia.
Arez, terra senhorial
Arez é actualmente uma freguesia do Concelho de Nisa, integrada no Distrito de Portalegre, na região do Alto Alentejo.
A contextualização introdutória e genérica do espaço onde está inserida, foi baseada no conceito de Fronteira, numa lógica de consolidação da formação territorial pelo povoamento.
Arez era uma terra senhorial, fazendo parte da Vigairaria de Tomar e recebeu Carta de Foral, dada por D. Manuel I, em 20 de Outubro de 1517, em Lisboa.
A autora
Ana Cristina Encarnação Santos Leitão nascida em Lisboa, em 1971, é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Mestre em História Regional e Local pela mesma Faculdade. Possui o Curso Superior de Turismo e uma Pós-Graduação em Gestão Autárquica Avançada, áreas profissionais a que se tem dedicado desde 1995. É investigadora do Centro de História da FLUL e membro da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais. No âmbito da investigação histórica e do património cultural, destaca-se a publicação de edições e artigos, participação, colaboração e organização de seminários, colóquios, congressos e workshops nacionais e internacionais.
Actualmente é Bolseira de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e doutoranda do PIUDH, sediado no ICS da Universidade de Lisboa.
 Mário Mendes - 1 de agosto de 2013

quarta-feira, 13 de julho de 2016

MONTALVÃO: Festa pelo restauro e recuperação da Igreja da Misericórdia

"Montalvão é uma estrela / No seu cabeço a brilhar / Mirando a Beira e Espanha / Tens formosura sem par."
Montalvão esteve em festa no passado dia 31 de Maio, data escolhida pela Irmandade da Santa Casa da Misericórdia para a celebração das solenidades do dia alusivo à padroeira da instituição, mas também para a inauguração das importantes obras de beneficiação e restauro de que foi alvo a Igreja da Misericórdia. Nesse dia e tal como nos versos da poesia popular, o edifício religioso consagrado ao Espírito Santo foi "uma estrela a brilhar", ressurgindo, pujante, da letargia a que foi, durante anos, forçada a suportar.
Perdem-se nas brumas do tempo as origens de Montalvão. Sabe-se que a povoação é muito antiga e foi sede de concelho até finais do século XIX.
Antiga e remontando ao século XVI é a sua Igreja da Misericórdia, um imóvel religioso de inegável valor e que desde há muito reclamava por obras de requalificação e restauro.
A Mesa Administrativa da Misericórdia liderada por Joaquim Maria Costa meteu ombros e mãos à obra, pediu orçamentos, ouviu pareceres, questionou as soluções técnicas e artísticas para o interior do edifício e decidiu avançar com as obras.
O mestre Joaquim Francisco Lopes Martins, tomou a seu cargo o delicado trabalho de restauração de talhas, capelas, altares e arte sacra.
Foi um trabalho paciente e metódico, permanentemente "fiscalizado" pelo olhar experiente do Provedor da Misericórdia.
"Se temos que fazer o trabalho e suportar o investimento, as obras têm que ficar bem feitas", esta a máxima defendida por Joaquim Maria Costa.
Diga-se, em abono de verdade, que quem assistiu às solenidades do dia, sobre a orientação sacerdotal do padre José da Costa e visitou depois, com um olhar mais atento, a "mudança" operada no interior da Igreja do Espírito Santo, não sentiu defraudadas as expectativas e a curiosidade que levava.
Prova disso, as inúmeras felicitações e votos de parabéns expressos, de forma efusiva e sincera, ao mestre Joaquim Martins, enaltecendo-lhe o trabalho realizado.
in "Jornal de Nisa" - 1ª série - 17/6/2008

MONTALVÃO - Ponte sobre o Sever: Um Documento (1995)

Já dizia a canção dos Jáfumega: "A ponte é a passagem prá outra margem". A canção já tem uns bons aninhos, tantos como as promessas de construção da ponte a ligar Cedillo e Montalvão.
"Agora é que é" - garantiam, há meses, políticos de um e de outro lado da fronteira.  A construção da ponte foi assumida pelo governo espanhol, mas é mais fácil um rei - dito defensor dos animais - ser apanhado a matar elefantes, do que as obras da ponte avançarem.
Até lá, permanece uma miragem... A sonhar com a outra margem.

Memória histórica do concelho de Nisa - Montalvão

Uma (real) praga de gafanhotos
Uma imensa praga de gafanhotos assolou, na Primavera de 1902, algumas freguesia do concelho de Nisa, conforme se dá conta da correspondência enviada pela Administração do Concelho ao Governo Civil de Portalegre e aos regedores das freguesias de Montalvão, Alpalhão e S. Simão, certamente as mais atingidas por esta calamidade.
"Os serviços de extinção dos acrídios nos suburbios d´esta villa está sendo feito e dirigido por uma forma digna de todo o louvor. Lavradores e proprietários coadjuvam todos os dias o pessoal encarregado da destruição por meio de fumos.
Querem supplantar em actividade o povo de Montalvão que continua mourejando na batalha. Para Vª Exª fazer uma ideia da actividade empregada, basta dizer-lhe que hontem só 130 pessoas conseguiram apanhar à distancia de 3 kylometros d´esta villa 3000 kylogrammas de gafanhotos ou sejam 200 arrobas. Que quantidade de milhões foram extinctos! Remeto hoje pelo correio a Vª Exª uma caixa cheia d´aquelles insectos, a fim de se dignar pesar uma quantidade d´elles, e depois de contados poder calcular quantos podem entrar n´um kylogramma. Hoje espera-se maior colheita, visto que o tempo melhorou. A destruição por meio de maçaricos a gasolina torna-se dispendiosa e poucos resultados tem dado por ora.
Convem acrescentar que a mortandade feita a fogo não entra no numero de kylogrammas atraz referido.
Deus guarde Vª Exª - Nisa, 16 de Abril de 1902"
Carta ao regedor da freguezia de Montalvão
"Vai hoje o digno agronomo Sr. Sá Vianna a fim de continuar a dar instruções sobre a extinção dos gafanhotos. Vou rogar a Vª Exª que, enquanto se não tomarem outras providencias, se digne ir cumprindo as disposições do Regulamento de 20 de fevereiro ultimo, e que preste todo o auxilio ao mesmo sr. agronomo, na missão de que vai incumbido.
Deus guarde Vª Exª - Nisa, 18 de Abril de 1902

sábado, 9 de julho de 2016

AREZ: Noite de Fados na sede dos Amigos

A ASAA - Associação Sociocultural os Amigos de Arez‎ vai estar em festa no dia 8 de Agosto com a realização de uma Noite de Fados, conforme o programa.
 Reserva já a tua noite de Fados!!!!!!!!!!!
Com Fado de Lisboa e Fado de Coimbra!!!!!!!!!!!!
Vem desfrutar desta maravilhosa noite de Fados!!!!!!!!!

Não faltes!!!!!!!!!!!!!!!

Lendas e tradições de Amieira do Tejo

Procissão dos Terceiros *
"Contam que quem indiscretamente e a horas mortas de determinadas noites assomasse à janela, veria, subindo a calçada de S. Pedro, uma procissão, cujo aspecto, pela hora a que se passava, infundia o maior terror.
Partia do Adro, que então era cemitério, a macabra procissão, cujos componentes seriam os defuntos ou almas do outro mundo. Certa noite uma mulher da rua do Arrabalde, tendo de levantar-se cedo para fazer a amassadura do pão, ou por simples curiosidade, não tendo com que acender a candeia, abriu a porta e pediu a um dos processionários do cortejo que ia passando, que lho fizesse com a chama da sua vela. Entregou-lhe este a vela acesa, pedindo que lha restituísse na noite seguinte à mesma hora. Grandes foram, porém, o seu espanto e susto quando, indo buscá-la à cantareira na noite imediata para fazer a sua entrega, encontrou, em seu lugar, a mão de Judas!
Repreendeu-a então o terceiro, dizendo-lhe que moderasse a sua curiosidade e nunca mais se levantasse da cama para ver quem passava a cumprir o seu triste fado..., e que, quem está, está, e quem vai, vai...
in "Amieira, do antigo Priorado do Crato" - Tude Martins de Sousa e Francisco Vieira Rasquilho

AMIEIRA: A Poesia popular de Jorge Pires

A minha poesia
Tendo dedicado grande parte da minha vida à cultura, nomeadamente ao teatro e á poesia, duas realidades pelas quais me apaixonei profundamente e sabendo como todos os mortais, que mais tarde ou mais cedo deixarei este mundo, não quero deixar de testemunhar por escrito, algumas das minhas obras, que, não sendo nada de espantar, é no entanto segundo o que eu penso, uma maneira simples de comunicar as minhas ideias e aquilo que eu sinto. Se as pessoas analisarem tudo aquilo que deixo escrito, facilmente chegarão à conclusão de que a maior parte dos trabalhos revelam uma certa revolta, fruto de uma infância carente sob todos os aspectos. Cabe aqui realçar o bom senso de minha mãe, que, apesar da adversidade, se empenhou para que eu tirasse a 4ª classe. Foi a maior riqueza que ela me deixou.
Recordações de Infância
Já desde criança que eu ando a cantar
Pois sempre esperei por um mundo novo
Cantava cantigas para me embalar
Meu povo, meu povo, meu povo
Canta cantigas para me consolar.

Triste muito triste foi a minha infância
Faltava-me o pão, faltava-me a vida
Fui criança triste, que triste criança
Minha querida mãe, minha mãe querida
Teu carinho e amor minha grande herança

Minha mãe chorava ao ver-me sofrer
Os dias passavam e eu não tinha pão
Pobreza maior não podia haver
Por isso eu te trago no meu coração
Minha mãe querida, não queiras morrer!

Houve caçada "histórica" em Amieira do Tejo

Foram abatidos 52 javalis
A Associação de Caça e Pesca de Amieira do Tejo e Arez, levou a efeito uma montaria aos javalis no dia 12 de Fevereiro, na qual foram abatidos 52 javalis.
Trata-se da maior caçada jamais realizada por estas bandas. Participaram 106 caçadores que foram acompanhados na caça por 10 matilhas.
Cerca das 15,30h foi servido um merecido almoço a todos os participantes, cuja ementa
deu realce às qualidades de um divinal cozido à portuguesa. Pelas 17 horas procedeu-se ao leilão dos exemplares abatidos.

* Jornal de Nisa - 30/3/2005

NISA: 4º Passeio Inijovem em Canoagem


quarta-feira, 6 de julho de 2016

IIª Edição das Festas do Campo da Associação de Caçadores de Alpalhão.

Dias 15, 16 e 17 de Julho venha passar um dia/noite no campo e divirta-se com os vários tipos de animação que a Associação tem preparado para si...

Durante o evento, decorrerá uma exposição de animais.

terça-feira, 5 de julho de 2016

NISA: Festival Jovem 2016


AREZ: Feira de Produtos e Sabores da ASAA foi um êxito








A ASAA – Associação Sociocultural “Os Amigos de Arez” à semelhança de todas as outras actividades que tem vindo a realizar, organizou a 2ª Feira de Produtos e Sabores, no Sábado, dia 06 de Julho. O certame pretendeu promover produtos da região já conhecidos, mas também e sobretudo trabalhos de artistas e produtores anónimos que habilmente promovem e valorizam os produtos locais.
Os 13 participantes foram: Santa Casa da Misericórdia de Arez; Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo;  Hugo Farinha; Ana Isabel Correia; Maria Catarina Mimoso; Olaria de Nisa - Graça Louro; Maria do Carmo Silva; Olga Ferreira; Deolinda Bento; Licores da Nené; Cecília Serralha; Salsicharia Alpalhoense e  Alzira - Queijos de Tolosa.
Este ano o evento contou ainda com a animação dos Domingos e Santos e apesar das altas temperaturas, estiveram presentes mais de uma centena de pessoas.                       
A ASAA agradece a presença e a colaboração de todos os que participaram e se deslocaram a Arez na companhia de família e amigos, para conhecer o que Arez tem de melhor!

13/7/2013

Festas de S. Simão animam Pé da Serra e Vinagra


segunda-feira, 4 de julho de 2016

SANTANA (Nisa): Memórias da Freguesia

Rancho do Arneiro em Cortejo de Oferendas (1950)
Em Vila Velha de Ródão, tal como em Nisa uns anos depois, realizaram-se na década de 50, Cortejos de Oferendas a favor da construção do Hospital.
Eram estas as iniciativas que se realizavam, de norte a sul do país, como forma de superar as carências financeiras do Estado Novo e das autarquias que sofriam de um mal crónico e endémico: a falta de verbas para resolver problemas elementares. Eram, pois, os cortejos de oferendas que garantiam uma parte considerável do financiamento para as obras de construção, ampliação e/ou remodelação de hospitais nas décadas de cinquenta e sessenta, construções e melhorias só possíveis com as dádivas das populações locais que, muitas vezes e num exemplo de verdadeira solidariedade, tiravam da boca e do pouco que tinham, os magros proventos para ajudar e contribuir numa causa que era de todos.
No caso do Arneiro, na altura pertencente à freguesia de S. Simão, a contribuição e o envolvimento directo da população no Cortejo de Oferendas a favor do Hospital de Vila Velha de Ródão é, ainda, um facto mais notável, por se tratar de ajudar uma estrutura e instituição de um concelho e região a que não pertenciam.
A explicação residia, na altura, como ainda hoje, nas relações de proximidade e afectividade existente entre as duas povoações de uma e outra margem do Tejo.
A participação do Rancho do Arneiro, dirigido por Francisco Diogo Pinto, no Cortejo de Oferendas, realizado em 10 de Setembro de 1950, a favor do Hospital de Vila Velha de Ródão teve um assinalável êxito.
Homens e mulheres, na sua maioria jovens e envergando os trajes típicos dos pescadores, a actividade económica mais importante dos designados Montes de Baixo, desfilaram pelas principais ruas da vila rodense entoando canções populares, de que deixamos aqui algumas quadras.
I
Arneiro, terra de amores
Viçoso como alecrim
Aldeia de pescadores
Cheia de flores
Tu és assim
II
O teu sorriso de glória
Realça a tua nobreza
Embora bem pequenino
Deu-te o destino
Tanta beleza
Coro
Ó minha aldeia
De pobreza revestida
Embora feia
Para mim é s a mais querida
A tua graça
No mundo não tem rival
Onde quer que a marcha passa
Mostra que esta raça
É de Portugal!
III
Lá vão na marcha contentes
Rapazes e raparigas
Mostram-se audazes, valentes
Ei-los sorridentes
Não mostram fadigas
IV
Todos cantam, todos bailam
Num conjunto verdadeiro
Cantam p´ra todo o cortejo
Viva o Alentejo
Viva o nosso Arneiro!
A finalizar a sua participação no Cortejo de Oferendas, o Rancho do Arneiro não escondia o fim que ali os levara e, em jeito de despedida, cantaram:
Trazemos pão
Azeite louro
E a nossa fé
Que é o maior tesouro

Fé no futuro
De Portugal
E fé no carinho
Do nosso Hospital

Vivam senhores
Por largos dias
Deus nos proteja
E dê muitas alegrias

Quem faz o bem
Empresta a Deus
Senhoras e senhores
Dizemos-lhes adeus.
in "Jornal de Nisa" nº 264

SANTANA (Nisa): Quatro dias de festa em honra de Santa Ana (2008)



A freguesia de Santana esteve em festa durante quatro dias. Foram os festejos populares em honra da padroeira Santa Ana que trouxeram até às aldeias dos denominados Montes de Baixo (Pardo, Duque e Arneiro) algumas centenas de pessoas, muitas delas filhos destas povoações, que se deslocaram desde a “Grande Lisboa”, Entroncamento, Vila Velha de Ródão e até do estrangeiro, aproveitando a visita à terra natal para o convívio familiar e o revisitar de amigos e lugares de infância.
Durante quatro dias, a festa esteve animada, com muita participação popular, por força do excelente programa que a Comissão Organizadora fez questão de proporcionar a toda a população e visitantes.
Neste particular, as festas de Santana são diferentes, quer pela matriz hospitaleira do seu povo, que prima em bem receber e fazer com que o visitante se sinta como que em casa, integrando-se facilmente no ambiente festivo e popular que o rodeia.
Música a rodos, bailes, exibição de rancho folclórico e banda filarmónica, um programa recheado de atractivos a que o público correspondeu, ainda que, por parte da Comissão de Festas houvesse alguma preocupação quanto aos objectivos a atingir.
É que as noites frescas, especialmente a de sábado, com anúncio de chuva, não convidam muito ao consumo de bebida. Disso se recente o movimento e as receitas do bar, a principal fonte de financiamento das festas, para além do facto de as bolsas das pessoas não estarem também muito abonadas.
Um programa de animação com um mínimo de dignidade, obriga a alguma esforço financeiro e a Comissão Organizadora procurou que as festas em honra de Santa Ana tivessem o brilho merecido.
Um brilho resplandecente de fé e devoção que percorreu a multidão de fiéis que encheram a Igreja Matriz para a missa solene e que se incorporam depois na procissão, acompanhada pela banda da Sociedade Musical Euterpe de Portalegre.

Pela ruas da Igreja, Velado, Francisco Diogo Pinto e de Santana, se processou o desfile solene, nele sobressaindo as imagens da Senhora da Boa Viagem, transportada aos ombros por antigos e actuais pescadores, e a de Santa Ana.
Momento de particular emoção foi a passagem do cortejo religioso pela rua de Santana, onde se deteve para permitir que os velhinhos do lar do Centro Social pudessem também, ainda que por breves instantes, ver a imagem da sua padroeira e participar no espírito sagrado da festa.
Findas as cerimónias religiosas e no recinto das festas, actuou seguidamente o Rancho Folclórico do Grupo Cultural da Boavista (Portalegre) um dos mais conceituados do Alto Alentejo.
As danças, os trajes, o repertório de cantares tradicionais, onde não faltam as populares “saias” deliciaram as centenas de pessoas que assistiram ao espectáculo. Terra de pescadores e ferroviários, operários fabris e de trabalhadores da charneca, o povo de Santana gosta de cantar e dançar, mantendo uma predilecção pelo folclore e pelos grupos que preservam os valores etnográficos.
O grupo Toca e Foge mantiveram-se firmes até que houve gente para um pézinho de dança, isto ainda no Domingo. No último dia da festa, a música continuou a fazer-se ouvir através do acordeonista Tiago Afonso.
Durante a tarde, lugar ao desporto com a realização de um torneio da sueca e o sempre aguardado jogo de futebol entre solteiros e casados.
Mário Mendes in "Jornal de Nisa" - Ago. 2008

sábado, 2 de julho de 2016

ALPALHÃO: Convívio Benfiquista na Tapada das Safras

Venha à mais bela festa de benfiquistas do distrito! Traga amigos e família, num dia de Verão repleto de surpresas! Contamos com todos vocês!
inscrições por telefone ou em estabelecimentos em alpalhão
10h-Início da Festa (Tradicional bucha)
13h-Almoço
EMENTA:
-Entradas variadas
-Sopa à 35
-Tranches de Peixe à Farmácia Franco
-Lombo à Jonas
-Gelado vitorioso
-Café (exceto bebidas brancas)
-Bebidas: vinho, sumo, água, cerveja e sangria.
18h-Lanche à Tricampeão:
Ementa:
-Porco no espeto com acompanhamento
Bar aberto até às 20h com sangria, vinho, cerveja, sumo e água (exceto bebida branca).
Animação com:
-José Mourato, Pedro Mourato e amigos
-Outros artistas
PREÇO:
-25 golos por pessoa com brinde alusivo à festa
-Crianças dos 6 aos 12 anos: 12 golos com brinde alusivo à festa.
Haverá surpresas durante o convívio.
Inscrições até dia 15 de julho
Para mais informações contacte: João Carlos: 913413952