quarta-feira, 17 de agosto de 2016

HISTÓRIAS DA CHARNECA (1): O filho de Paiva Couceiro

Em 1911 quando a República era ainda uma criança, a tentar dar os primeiros passos, António, um jovem de Lisboa foi incorporado no Exército Português, mas as suas convicções políticas levá-lo-iam a desertar. Nesse mesmo ano, fugiu para Itália. No Verão de 1912 António Augusto encontrava-se em Roma mas as coisas não lhe corriam bem. Gastara quase todo o seu dinheiro e o futuro apresenta-se pouco risonho. Tomou, então a decisão de regressar. Mal tratado, fraco, e desprovido de posses foi com grandes dificuldades que viajou para Portugal. Entrou no país em Novembro de 1912, pelo concelho de Nisa, mais concretamente por terras de Montalvão. Ainda que cansado percebeu que não era chegada a hora de parar. Montalvão era demasiado grande para esconder um fugitivo. Rumou para Oeste, atravessa as charnecas e avistou as casas de uma pequena aldeia, iniciando a descida para a aldeia de Salavessa.
Os habitantes da aldeia recearam, a princípio, esta figura singular. Quem era? De onde vinha? O que pretendia? António Augusto respondeu aos salavessenses: "Chamo-me António Augusto de Jesus e sou filho de Paiva Couceiro". Henrique de Paiva Couceiro nasceu em Lisboa em 1861. Militar, ganhou fama devido aos combates em que esteve envolvido no final do Século XIX em Angola e Moçambique. Acérrimo defensor da Monarquia, bateu-se pela causa Monárquica, após a implantação da república, tendo-se envolvido em várias acções para derrubar o novo regime. O recém-chegado dizia-se filho deste militar sendo o seu nascimento fruto de uma aventura amorosa.
Com o passar do tempo acabou por se integrar na estrutura social da aldeia. António Augusto lança-se no desafio de ensinar às crianças as primeiras letras. Acanhados, os miúdos lá foram aparecendo. Começa com dois, depois mais dois, até que se constitui aquilo a que hoje chamaríamos uma turma. O novo "professor" prepara as crianças para o exame da terceira classe. Carismático, fez sucesso a ensinar.
Tudo parecia correr bem, mas António era um desertor. Em 1915 as autoridades detectam a sua presença e foi preso em Salavessa. A aldeia viveu momentos de choque, não queriam os seus habitantes acreditar que o senhor António Augusto estava a ser levado pela Guarda. As crianças, sem tempo para se despedirem, acompanharam o seu mestre até ao ribeiro de Fiverlo, já no caminho para o Pé da Serra. O professor leva as mãos amarradas, não pode dizer adeus, vira o rosto sobre o ombro e ensaia um último olhar. As crianças permanecem na margem direita do Fiverlo, não arredam pé, continuando no local até que, finalmente, deixam de ouvir o bater dos cascos dos cavalos sobre as pedras do caminho. O seu sonho terminara.
António Augusto de Jesus é julgado e de imediato é deportado para a África Portuguesa. É de África que escreve algumas cartas para Salavessa. Numa das cartas envia uns desenhos. São esboços a carvão. O professor desenhara umas crianças saídas de um quadro que insistira em permanecer na sua mente, a imagem de umas crianças paradas junto às encostas escarpadas do ribeiro de Fiverlo, alunos despedindo-se do mestre.
Em Moçambique, António Augusto cumpriu a sua pena. Na terra onde o pai fora o primeiro, o filho é, agora, um prisioneiro. Mas a história não termina em África. Após cumprir o castigo, António Augusto regressou a Portugal. Ao chegar a Lisboa partiu de imediato. Partiu para o Alentejo, para Nisa, para Salavessa. Foi recebido com alegria e entusiasmo. Apesar de não ser professor oficial, ali permaneceu e ali continuou a fazer o que mais gostava, ensinar crianças e prepará-las para os exames.
Em 1922 o Governo aprovou a construção de uma escola oficial em Salavessa. A nova escola primária ficou pronta e recebeu os primeiros alunos em 1923. Com a escola apareceram os primeiros professores formados e a missão de António Augusto terminou, abandonando definitivamente a aldeia. A partir desta altura afirmaria sempre, no decurso das suas viagens, ser natural de Salavessa, a aldeia que tão bem o acolhera. A aldeia que lhe dera protecção e lhe matara a fome sem olhar ao seu fato roto ou à sua barba esquálida.
Era realmente filho de Paiva Couceiro? Creio que nunca o saberemos. Mas que importa isso. O mais importante foi a formação que proporcionou às crianças, semente lançada à terra, semente do saber e do conhecimento, de importância suprema em todas as sociedades e em todos os tempos. O sonho das crianças não terminou na margem escarpada do ribeiro de Fiverlo. O sonho de saber ler e escrever concretizou-se e serviu de certo modo para contornar obstáculos numa vida de privações.
Quem mo disse foi uma criança. Uma criança de noventa anos. Uma criança que assistiu à sua captura. Acompanhou o professor até onde foi possível, até à velha ponte. Ali permaneceu até ao anoitecer. Até deixar de ouvir o bater dos cascos dos cavalos sobre as pedras do caminho. Quem mo disse esteve lá. Disse-lhe adeus. Ali, no caminho de Salavessa para o Pé da Serra. Em cima do velho pontão do Fiverlo trocaram o que pensaram ser o último olhar. Naquele momento a velha ponte foi fronteira de separação, para o aluno entre o sonho e a realidade, para o mestre entre o cárcere e a liberdade.
* Luís Mário Bento- in "Jornal de Nisa"

POETAS DE MONTALVÃO - António José Belo: Memória que o tempo não apaga

Foi um homem multifacetado, o ti António José Belo. Natural de Montalvão, morreu em Nisa, ( " Nisa, terra alentejana / O teu povo é de louvar / Quem lá passa não se engana / Com desejos de voltar" ) com 90 anos, no dia 25 de Junho de 2002.
António José Belo, foi um homem de intervenção, dedicado a uma causa, a da cultura popular, em favor da sua terra, do seu "tchon", que ele cantou e divulgou de modo admirável, num tempo em que os apoios, aos mais diversos níveis, eram irrisórios, e em que a força do querer, a "carolice" e o amor ao chão pátrio, removiam montanhas, transformando os sonhos em realidade.
António José Belo, foi, inquestionavelmente, um homem de sonhos e de horizontes vastos, que não se confinavam ao seu "avião de carreira" ( desenho com o qual identificou as formas de Montalvão) .
Voava e viajava, vezes sem conta, em viagens quase permanentes, através da poesia ( as populares quadras e décimas), das figuras que esculpia num pedaço de madeira, a que dava formas bizarras ou de que aproveitava os contornos, mantendo a simbologia bruta e original, extraída da terra.
Artesão, músico, apresentador de espectáculos, construtor de cenários e de peças de teatro, animador cultural, etnógrafo, nada do que se relacionasse com o seu "Montalvão querido" lhe
passava à margem. O movimento associativo do Monte Alvão e das terras vizinhas muito lhe ficou devendo e a história cultural daquele rincão raiano foi, durante a maior parte do século passado, escrita pelo punho e pelas iniciativas que tinham a "marca" de António José Belo.
Este artista popular, escreveu um livro, terá plantado árvores sem conto, foi carvoeiro, alfaiate, alimentou durante muitos anos na sua terra, a chama da cultura. Promoveu, com reduzidos meios, mas com uma dinâmica extraordinária, formas de participação colectiva dos seus conterrâneos, fossem elas feitas através da música, do teatro, do rancho folclórico, dos saraus artísticos. Aliava, à sua propensão para as artes, uma jovialidade e frescura de espírito, que manteve até final da sua vida. Algumas das décimas, como as que a seguir, reproduzimos, revelam, essa fina particularidade do seu carácter, que tinham apenas, como finalidade, provocar o humor saudável e a boa disposição. As poesias brejeiras, as curiosidades e as histórias com sotaque regional, que deixou no seu livro, ajudam a compreender o homem e a época, e são um contributo inestimável quando se procurar concretizar a ideia de uma monografia de Montalvão.
Morreu o homem, o artista popular. Para que outros possam seguir o exemplo, fica o registo de uma vida e de uma memória que não se apaga.
O que eu fui
Fui poeta e romancista
Fui artesão, fui pintor
Alguns tempos fui fadista
Também fui trabalhador.

Levei a vida a cantar
Em festas e romarias,
Passava noites e dias
Às vezes sem descansar
São tempos para recordar
Enquanto um homem exista
Não há recinto nem pista
Que eu não dançasse o tango
Fui bailador de fandango
Fui poeta e romancista
Fui serrador de madeiras
Trabalho duro e pesado
Mas também cantava o fado
Em festas arraiais e feiras
Eu fazia brincadeiras
E obras de grande valor
Várias vezes fui autor
Fiz desenhos e pinturas
Fazia caricaturas
Fui artesão, fui pintor.

Quando era rapazola
São coisas para não esquecer
Eu aprendi a escrever
Sem nunca ter ido à Escola
Fui tocador de viola
Bandolim e guitarrista
Na qualidade de artista
Muitas coisas disse e fiz
Mas sempre me senti feliz
Nos tempos que fui fadista.

Enquanto Mundo for Mundo
E saibamos dividir
Dá para cantar e rir
O tempo chega para tudo
Fiz o trabalho mais rude
Fiz histórias, fui historiador
De folclore ensaiador
Para pazes, fiz uma ermida
Fiz tantas coisas na vida
Também fui trabalhador
Jornal de Nisa - 1ª série - Maio 2008

VELADA (Nisa): 9º Convívio das Famílias no dia 3 de Setembro


sábado, 6 de agosto de 2016

SANTANA: Iniciativa para os 'amantes' do Jogo da Malha

A Junta de Freguesia de Santana (Nisa), em colaboração com a Associação de Jogos Tradicionais do Distrito de Portalegre vai organizar dia 15 de Agosto uma etapa do Jogo da Malha.
Quem quiser divertir se um bocadinho basta aparecer no Campo de Futebol, no dia 15 de Agosto, pelas 8 horas da manha.

As inscrições serão efectuadas no próprio dia no local, de seguida começam os jogos de eliminatórias.

NISA: Amigos de 4 patas convocados para Cãominhada solidária

A Nisapets promove, domingo, uma Cãominhada solidária para “sensibilizar as pessoas para o bem-estar animal e recolher donativos para os amigos de quatro patas”.
Segundo Maria João Abreu, da Nisapets, o grupo cívico criado há cerca de dois anos atua, essencialmente, no concelho de Nisa e ultimamente intensificou o trabalho junto das colónias de gatos de rua, que alimentam e esterilizam para controlo da natalidade.

A mesma responsável explica que os donativos podem ser em géneros e deixa o convite para a cãominhada que terá início às 19:00 deste domingo na Praça da Republica, em Nisa.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

AMIEIRA DO TEJO: Tragédia ainda não foi esquecida

Quando olho para os campos da minha terra, sinto e temo que a tragédia de 2003, possa voltar a encher de tristeza este povo cuja revolta ainda não passou totalmente sobre o que aconteceu no dia 2 de Agosto daquele malfadado ano.
É, de facto, difícil de entender como é que um país tão pequeno não consegue parar este autêntico inferno que são os fogos, quase todos de origem criminosa.
Está, pois, na hora de perguntar aos nossos governantes porque é eu ainda não foi alterada a Constituição, no sentido de se poder castigar exemplarmente os criminosos que são apanhados em flagrante. Todos nós sabemos que há “caça-grossa” por detrás de tudo isto e que não são só os “pobres de espírito”, como às vezes se pretende fazer crer, os únicos culpados. Por isso, há que investigar, há que colocar no terreno forças especializadas, só assim deixaremos de assistir ao terror do fogo que sem dó nem piedade, vai consumindo tudo o que levou uma ou mais vidas a construir, muitas vezes com sangue suor e lágrimas.
Diz-se por aí que a culpa também é dos proprietários dos terrenos que não limpam. Isso é um facto indesmentível. Mas, então, como era antigamente quando os campos como a nossa charneca estavam cheios de searas douradas, cuja ondulação nos encantava a vista? Então e as eiras com grandes medas de pão? O que acontece, na realidade, é que, naquele tempo, não havia interesses camuflados em jogo, nem havia tanta maldade, nem havia tanta inveja. O que havia muito, de facto, era mais respeito pela propriedade alheia e até por nós próprios.
Jorge Pires - in "Jornal de Nisa" - nº 213

AMIEIRA DO TEJO: O estado do património (Maio 2007)

Sombras negras sobre o Calvário
Quem quiser comprovar o estado de abandono em que se encontra o Calvário, é subir lá acima e verificar com os seus próprios olhos. É impressionante como tudo se vai deteriorando tão rapidamente, como impressionante é deixar que isso aconteça a um monumento como aquele que, segundo se pensa como Calvário não tem paralelo no nosso país.
De facto, todo aquele granito foi invadido por musgos, de tal forma que não é difícil imaginar, o que será daqui a meia dúzia de anos, para não falar da cor das paredes, já quase preta.
Antigamente, o monumento tinha como enfeite, uma figueira, muito perto do telhado; hoje, existe no mesmo sítio um silvado que promete alastrar, se nada for feito para travar a sua marcha. Para cúmulo, existe um ninho de cegonha lá em cima, na cruz, que todos os anos vai subindo um "andar", ao mesmo tempo que vai borrifando a cantaria e despejando lixo para o telhado.
Por tudo isto é urgente pôr cobro a tal situação e, se por acaso, humanamente não for possível, poderá haver ainda o recurso às Jans, as novas vizinhas do Senhor dos Passos que se encontram sediadas na zona envolvente do Calvário, mas também aqui poderão surgir algumas dificuldades, uma vez que elas não poderão entrar no Calvário vestidas com os fatos de linho, que elas próprias fiavam e executavam. Resta saber se as Jans estão dispostos a vestir fatos, normais, o que segundo parece, será muito difícil.
Seja como for, o que importa é fazer "barulho" à volta deste assunto e, sobretudo, manter o monumento aberto, porque segundo o senhor Carlos Dias, actual cicerone em serviço, os visitantes continuam a afluir e a admirar o seu potencial artístico, referindo-se muito principalmente, ao altar em granito trabalhado.
E é assim caros amieirenses, quando se pensa que em Amieira, a nossa querida terra está a caminho de ter tudo, eis que surgem novos desafios, novas lutas, novos espinhos, mas, também não é menos verdade que em certos casos, o povo pode decidir, se quiser ver a sua terra no topo e com tudo de importante que os nossos antepassados cá deixaram.
Basta querer, basta lutar, basta ter fé!...
Infelizmente, no nosso país, a burocracia está cada vez mais implantada e, num monumento como o Calvário, cujos proprietários são meio igreja, meio Estado, é demasiadamente complicado falar em obras e, mesmo que algum dia aparecesse algum Mecenas, as dificuldades continuariam a ser um facto visto que, normalmente, o aval positivo demora sempre uma eternidade. Só espero é que no imenso mundo amieirense que busca prosperidade lá fora, haja alguém influente junto de quem decide nestes casos e possa querer ser útil à sua terra. Sei que é difícil, mas, podem crer que se estou a dizer isto é com conhecimento de causa e para o provar, dou-lhes como exemplo, as telas que estão no interior do monumento, que não estão já recuperadas porque ninguém pode tomar essa iniciativa, sem a devida autorização. Mas, quem dá essa autorização? Pensem no que tem desaparecido nesta terra de grandes tradições e pensem, sobretudo, naquela maravilhosa festa dos Passos, que todos lembram ainda com imensa saudade!
* Jorge Pires - in "Jornal de Nisa" - nº 192
Inaugurado Posto de Turismo
Em Amieira do Tejo foi inaugurado, no passado dia 15 de Agosto, o Posto de Turismo desta localidade, uma obra construída pela empresa Ecoedifica SA. A abertura ficou assinalada com a inauguração de uma exposição de pintura do artista naif nisense Augusto Pinheiro, cujo centenário de nascimento é este ano comemorado.
A nova infraestrutura muito poderá contribuir para a divulgação desta antiga vila do priorado do Crato, que chegou a ser sede de concelho e possui um variado e riquíssimo acervo patrimonial, desde o castelo, fundado por D. Álvaro Gonçalves Pereira, pai do Condestável D. Nuno, às igrejas Matriz e do Calvário, capela da Misericórdia e da Senhora da Sanguinheira, Casa do Balcão, casas senhoriais e outros locais de inegável interesse turístico.
in "Jornal de Nisa" - nº 189

AMIEIRA DO TEJO: Castelo e posto de turismo, fechados

Para que serve o Posto de Turismo?
A pergunta pode parecer descabida. Todos sabem que uma estrutura deste tipo serve, essencialmente, para promover, divulgar, prestar informações sobre tudo o que a nossa terra tenha para mostrar e com interesse turístico. Bem aproveitadas, estas estruturas podem, inclusive, ser um posto de prestação de serviços, complementando os existentes nas Juntas de Freguesia ou, criando, inclusive, outros, em alternativa.
Foi, certamente, a pensar, que uma terra com um património riquíssimo, um monumento nacional e próxima de um grande rio, como Amieira do Tejo, justificaria a instalação de um Posto de Turismo que o mesmo foi ali implantado, gastando-se verbas consideráveis para concretizar este objectivo que, repetimos, terá a sua razão de ser e existir.
Isto, claro, se se mantiver aberto, em funcionamento, prestando o serviço para que foi criado e não permanecer - como acontece actualmente e desde há meses - fechado, como um edifício "fantasma" e sem préstimo. Acho bem que se aproveitem os fundos, os programas, tudo o que vier por bem e sirva o bem público. Mas, assim, não!
A Câmara de Nisa já tinha um mau exemplo junto à Albergaria do Tejo, onde se encontra um quiosque para informações turísticas, inoperacional, como um nódoa na paisagem e que ninguém aproveita. Em Amieira, fecharam o castelo, o Posto de Turismo vai pelo mesmo caminho e ninguém tem a sensatez - o mínimo exigível! - para explicar, uma e outra situação.
Não é assim, seguramente, que se promove uma aldeia que se quer Histórica e a dois passos de um IP. Será que voltamos aos tempos do "trânsito local"?
Responda quem souber! Os amieirenses têm o direito de saber.

Mário Mendes - 24/5/2007

NISA: Torneio "Vila de Nisa" - Jogo da Malha


Passeio "Roda Livre" nas Festas Populares de Alpalhão

Passeio Roda Livre - Integrado nas Festas Populares de Alpalhão
Percurso de Bicicleta de aproximadamente 110Km
Percurso: http://www.gpsies.com/map.do?fileId=fvwkoitdkrluqeri

TOLOSA: Festas de Verão


Festas de Santa Ana animam Arneiro, Duque e Pardo


sexta-feira, 29 de julho de 2016

ARNEIRO (Nisa): Debate sobre "O Tejo: Potencialidades e Aproveitamento"

A Direcção da Organização Regional de Portalegre do PCP promove amanhã, sábado, dia 30, no salão da Junta de Freguesia de Santana em Arneiro, uma sessão e debate sobre "O Tejo: Potencialidades e Aproveitamento". A sessão conta com a participação de João Ramos, deputado na A.R., Vladimiro Vale membro da Comissão Política do Comité Central do PCP e de vários eleitos locais.
A sessão é aberta a todas as pessoas interessadas.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Pintores nisenses no XXXVI Salão Internacional de Pintura Naif

Três artistas nisenses participam com os seus trabalhos no XXXVI Salão Internacional de Pintura Naif que decorre de 30 de Julho a 13 de Setembro na Galeria de Arte do Casino Estoril.
Este é o mais importante evento de divulgação da Arte Naif realizado em Portugal e no qual, desde há muito, se mostram as principais obras do conhecido pintor nisense Augusto Pinheiro, já falecido, artista que viria, muito justamente a ser distinguido pelo seu trabalho e obra pictórica.
Esta edição do Salão Internacional de Pintura Naif regista ainda a participação de outros dois pintores nisenses, como é o caso de António Charrinho e Dulce Ventura.

domingo, 24 de julho de 2016

O Bordado de Castelo Branco "mostra-se" em Montalvão

A Associação Vamos à Vila (Montalvão) promove no próximo dia 30 de Julho (sábado) uma iniciativa cultural digna do maior registo.Retribuindo a visita e exposição de Artes Tradicionais de Montalvão que estiveram expostos na Casa do Arco do Bispo na cidade albicastrense, cabe agora a vez de uma representação da capital da Beira Baixa se deslocar a Montalvão.
Assim, no dia 30 de Julho e a partir das 18 horas, na antiga Escola Primária, estarão patentes ao público Bordados e Colchas de Castelo Branco, com uma Bordadeira a trabalhar ao Vivo.
A ocasião será aproveitada para a realização de uma Conferência pela professora Deolinda Barata versando, justamente, as Artes Tradicionais de Castelo Branco e, particularmente, os Bordados e as Colchas.
A iniciativa culmina com um Concerto pelo Orfeão de Castelo Branco, dirigido pelo Maestro Rui Barata, pelas 20,30h, na Igreja Matriz de Montalvão.

Música e Artesanato animam programa de Nisa em Festa


segunda-feira, 18 de julho de 2016

NISA: Gentes de Santana

Na canastra, o berço
Do bebé risonho e feliz
Não há coisa mais linda
Que o sorriso de um petiz




SANTANA: Evocação do Rodrigão

Herói santanense nas Invasões Francesas
Rodrigão, um pastor do Arneiro, é o santanense mais ilustre de que há registo, ao qual, até hoje, não foi feita a merecida homenagem.
Motta e Moura em 1885, no livro Memória Histórica da Notável Vila de Niza, descreve a forma como Rodrigão (assim chamado devido à sua gigantesca estatura) em 1752 contribuiu decisivamente para derrotar as tropas espanholas, que depois de tomarem Almeida e outras praças da Beira dirigiam-se ao Alentejo e acamparam no Açafal dado que o Tejo ia “grosso” devido às chuvas, e as barcas tinham sido retiradas.
Rodrigão tomou a iniciativa e foi a Nisa falar com o brigadeiro Bourgoine que comandava o exército aliado, composto por 2000 soldados portugueses mal armados e indisciplinados, 11 companhias de granadeiros com duas peças de campanha e dois obuses e 400 soldados ingleses; na noite seguinte ele esperou a cavalaria do coronel Lee nos Montes de Baixo, tendo depois organizado a travessia do Tejo no cachão da “Foz de Botes” e guiado as tropas até ao acampamento inimigo.
A pequena força de cavalaria, fez a travessia e o caminho noite dentro, em silêncio, e surpreendeu os espanhóis a dormir, tendo feito grande mortandade “…e fugiram, deixando-nos a bagagem e despojos, não voltaram mais; e a corte de Madrid tratou logo da paz, que em breve se concluiu.”
A homenagem a este ilustre filho da terra, continua por fazer, a ser ignorado, e o seu feito caiu no esquecimento. Os detentores do poder, podem, mas não querem, fazendo jus ao ditado popular que “santos da casa não fazem milagres”.

Joaquim Marques in “O Montesinho” - Notícia de 11/11/2009

NISA: Leilão de Borrachos na Sociedade Columbófila Nisense


sábado, 16 de julho de 2016

SANTANA: Arneiro festejou o Carnaval




 Em tempo de folia, a aldeia de Arneiro também brincou ao Carnaval e assinalou alegremente esta quadra.
Os idosos e funcionários do Centro Social de Santana saíram à rua, numa manifestação de divertimento e de descontracção, a lembrar que a vida não é só feita de tristezas e amarguras.
Recordaram outros tempos, o da sua mocidade, quando brincar ao Carnaval era quase uma “obrigação” e os risos, os bailes, as “enfarinhadelas” faziam parte do ritual carnavalesco.
Notícia de 25/2/2009